quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E se uns descamisados incomodam muita gente, muitos descamisados incomodam muito mais

Camarada R, temos que lhe deixar aqui a devida homenagem: soube chamar os nomes às coisas e num momento de grande ilustração soube recordar-nos que os povos nunca passam anónimos na História.
Corria o ano de 1945 e a Argentina conhecia grandes convulsões sociais. A 17 de Outubro, centenas de apoiantes de Juan Peron – naquele momento aliado dos sindicalistas e trabalhadores – reuniram-se na praça de Maio, frente à Casa Rosada pedindo a libertação de Peron e de outros activistas. Era um dia de calor e para se refrescarem banhavam os pés na fonte da praça e despiam as camisas. A direita designou-os de “descamisados”: tão pobres que nem uma camisa eram capazes de comprar… Rapidamente o termo foi assumido como uma expressão de orgulho.
Hoje ser um “descamisado” é ostentar o trabalho e a condição de trabalhador como fonte de orgulho e dignidade pessoal.
Camarada R., quando nos apelida de “descamisados” enche-nos de orgulho. Ser “descamisado” hoje  é uma forma de honrar os que, generosamente, lutaram pela liberdade e dignidade dos trabalhadores e solidariamente, não arredaram pé perante a necessidade da libertação do seu líder. Mas também é honrar a alma dos “sans culotes” franceses que incorporaram a revolução de 1789 a 1799… Ou o movimento dos “descamisados” ou “sem terra”de Lula no Brasil… A História está cheia de momentos em que o povo dedicou-se generosamente a uma causa e decidiu o seu destino.
Estes “descamisados” farão jus ao seu nome: no dia 9 não arredaremos pé desta ambição de trazer o PS, firmemente, para junto dos interesses dos trabalhadores, dos democratas, dos cidadãos, de todos aqueles que “descamisados” vestem o sonho da República e da Democracia.

Paulo del Pino Fernandes

Irlanda - deficit de 32%

La crisis de la banca hunde a la economía irlandesa

La inyección de fondos públicos eleva el déficit presupuestario al 32%

daqui

A austeridade em Espanha, está a dar este resultado. Puxa-se a manta para cobrir a cabeça, descobrem-se os pés.

Moodys baixa irating/i da Espanha devido à fraca perspectiva de crescimento - Economia - PUBLICO.PT

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Leça da Palmeira 25/9 José Luís Carneiro fala sobre a expusão de Narciso Miranda

A CAMINHO DO DIA 9: O DIA DOS DESCAMISADOS DO PS PORTO




Ontem em Vila Nova de Gaia, A Força da Esperança Manifestou-se novamente, num Movimento Imparável que irá Conduzir José Luís Carneiro e toda a Equipa da Liberdade, dia 9, à Vitória.
E esta Será, Acreditem: A Vitória Dos Descamisados do PS, A Vitória daqueles que nunca esperaram nada sempre deram tudo ao PS Porto, e viram ser-lhes atribuído um rótulo que com todo o prazer assumimos. DIA 9, Será o Dia dos Descamisados do PS Porto !

Joaquim Paulo

domingo, 26 de setembro de 2010

O 2º Mandamento - Não invocar o santo nome do Senhor (de Matosinhos) em vão.

Para os crentes, na fé cristã, o enunciado no 2ª Mandamento deverá ser cumprido fielmente, sob pena de se estar a pecar contra a Lei de Deus. Ora no Distrito do Porto, nos dias que correm,  invocar o nome do Senhor (de Matosinhos) em vão, é o pecado mais praticado pelos seguidores de uma fé que acredita na manutenção do Statu quo.  Acho que a seguir a estes, só os artistas do cinema porno: "Oh My Good, Oh My Good, Oh My Good" o invocam mais vezes!
Por estranho que pareça, mas quem é que já vai estranhando alguma coisa nesta Terra de Talibãs e Mar, quer os Cristãos-Novos, quer os que já nasceram na fé, mais não fazem do que invocar, todos os dias, e em todas as circunstâncias, o nome do Senhor (de Matosinhos). Este tornou-se o seu seguro de vida política. São pois no momento as criaturas, que tendo enjeitado o criador, agora lhe invocam o nome, para continuarem a aceder ao reino dos céus.  Confusos? Eu não.

Carlos Alberto Ferreira




quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu sou um "descamisado".

Ontem na apresentação aos militantes de um candidato à Federação, ouvi este dizer, no final da sua intervenção, que com a outra candidatura estão os "descamisados". Não gostei do modo como a expressão foi utilizada. Para mim, os"descamisados" são o povo. Parece-me que muitos socialistas se esqueceram que é para os "descamisados" que devem trabalhar todos os dias. É ao lado dos pobres que devemos estar e tudo fazer para encontrar a forma para que sejam criadas as condições necessárias á ascensão e dignidade social dos "Descamisados". Sem paternalismos. Bem dizia Mário Soares, que falta "alma" a este PS.

Carlos Alberto Ferreira

domingo, 19 de setembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Idosos carenciados ficam sem remédios gratuitos

Fico à espera que explicação o Sr. Secretário de Estado da Saúde e Presidente da Concelhia do PS Porto, Dr. Manuel Pizarro vai-nos dar para justificar esta medida. Sinto-me envergonhado com este tipo de coisas. Enviei e-mail de protesto ao senhor doutor.

PS: Já obtive a resposta por parte do visado (Dr. Manuel Pizarro). No entanto, a mesma não me satisfaz e peca por discriminatória.

Política, porquê?

Fórum Saúde - Alfândega - 18 Setembro 15H00

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Manuel Alegre : Apoio Manuel Alegre (e, transparentemente, eis porque o declaro)

Manuel Alegre : Apoio Manuel Alegre (e, transparentemente, eis porque o declaro)

Em democracia o pior que pode acontecer é perder-se por falta de comparência

Observar o nível rasca de discussão, que uns, poucos, pretendem para a próxima campanha eleitoral, qualifica-os e desqualifica-os.
Da parte de quem tem ideias e um projecto, de quem vai á luta sem calculismos eleitorais, não deverá haver comentários. Nunca um projecto para a Nação se poderia confrontar com este miserabilismo intelectual.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ALEGRE, O CANDIDATO DOS COMPROMISSOS


Manuel Alegre fez, no pretérito e simbólico no passado dia 11, a reentre da campanha eleitoral com vista à sua eleição presidencial que acontecerá em Janeiro próximo e fê-lo assumindo um conjunto de compromissos os quais, segundo ele próprio e conforme grande parte da população reconhece, o seu mais directo opositor (ainda que não assumido) o não pode fazer, tanto pela sua postura de ambiguidades assim como pelo vínculo comprometido que tem com a ala mais conservadora e retrógrada da sociedade portuguesa.
De forma clara e inequivocamente assumida MA referiu que com ele na presidência os portugueses têm a garantia que:
  • “Nenhum governo nem a Assembleia da República” aprovarão leis que visem despedimentos sem justa causa;
  • Que o serviço nacional de saúde, tendencialmente gratuito, não será substituído pelos hospitais privados;
  • Que o ensino particular e cooperativo não tomará o lugar do ensino público, com ele conviverão de forma harmoniosa e em complementaridade;
  • Que a ética republicana e os restantes valores que consubstanciam uma são vivência democrática serão uma exigência constante à governação da administração publica, directa e descentralizada, assim como à administração autárquica. A mesma exigência será feita aos actores económicos, políticos e sociais.
  • A economia e a política serão instrumentos colocados, mais igualitariamente, à disponibilidade de todos de modo a que se diminuam as assimetrias económicas e sociais que ultimamente se têm acentuado tanto no país como na Europa, a cujo espaço político pertencemos, e no mundo onde temos obrigação de influir mais convictamente.
O candidato, Manuel Alegre, assume compromissos que, pelo menos alguns, outros, efectivamente, não têm condições de assumir.
A eleição não está certa nem segura, têm, o candidato e seus apoiantes, muito trabalho pela frente. Sendo eleito nós, por aqui, estaremos para relembrar estes e os mais compromissos assumidos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A transigência dos intransigentes


É muito estranho que aqueles que se insurgem contra as dissonâncias de Alegre, em face da linha dominante no PS, em conjunturas passadas, não hesitem agora, por si próprios, em fazer aquilo que consideram um pecado mortal quando cometido por ele.


De facto, quem pensar que outros têm um dever absoluto, de nunca estarem em contradição com a linha dominante de um partido a que pertençam, não é coerente consigo próprio se depois se autorizar a estar contra essa linha noutra circunstância. Por isso, os que se recusam a apoiar Alegre por causa de alegadas dissonâncias em face do PS, estão afinal agora a praticar aquilo que lhe censuram.


Isto para não falar num outro estranho esquecimento: sem o contributo político de Manuel Alegre teria sido praticamente impossível que tivéssemos reconquistado a Presidência da Câmara de Lisboa. E já agora recordem também a presença de Alegre, enormemente ovacionada no Comício de Coimbra das últimas legislativas. Enfim, memórias selectivas.


Mas se posso compreender a lógica de ressentimento que leva alguns socialistas a não apoiarem o candidato apoiado pelo PS, mesmo que de modo algum a partilhe ou ache razoável, já me parece verdadeiramente absurdo que algum socialista possa pensar sequer em apoiar um candidato politicamente oportunista como é o caso do Nobre, que ainda por cima é um protagonista de relevo na pequena legião reaccionária que segue o candidato miguelista ao inexistente trono português e já se revelou durante a campanha como um banal expoente da direita ideológica. Digo que é politicamente absurdo para não dizer que é civicamente vergonhoso para qualquer republicano, para qualquer socialista, que não seja politicamente tonto apoiar o tal Nobre.

Manuel Alegre e o serviço militar

General Comandante da Região Militar de Angola recomenda a passagem à disponilidade do Alferes Manuel Alegre de Melo Duarte
General Comandante da Região Militar de Angola recomenda a passagem à disponilidade do Alferes Manuel Alegre de Melo Duarte
 
Manuel Alegre e o serviço militar
 
Para conhecimento de quem estiver interessado, divulga-se o registo do serviço militar de Manuel Alegre de Melo Duarte, que pode ser confirmado pelas entidades competentes, nomeadamente o Estado Maior do Exército.
  • Agosto de 1961: incorporação, como cadete, no Curso de Oficiais Milicianos, na Escola Prática de Infantaria, em Mafra.
  • Dezembro de 1961: fim do Curso acima referido com aprovação e promoção a Aspirante a Oficial Miliciano.
  • Dezembro de 1961: colocação no Batalhão de Infantaria 18, Arrifes, Ponta Delgada, São Miguel, Açores.
  • Julho de 1962: mobilização para Angola, passagem pelo Quartel Geral dos Adidos, em Lisboa, partida de avião, como Alferes Miliciano de Infantaria, para Luanda, onde é colocado numa Companhia da Guarnição Normal, comandada pelo Capitão Cruz Silva, do Regimento de Infantaria de Luanda, cujo Comandante é o Tenente Coronel Garcês de Lencastre.
  • O seu pelotão recebe como missão a realização de escoltas para o Norte, nomeadamente Quicabo, Beira Baixa, Nambuangongo e Quipedro. Protege colunas de civis e de reabastecimento e recolhe paraquedistas lançados na região dos Dembos. Várias vezes debaixo de fogo, a primeira das quais entre Nabuangongo e Quipedro.
  • Colocado pelo Comandante do Regimento de Infantaria de Luanda (RIL) em Quicua, na região da Muxima.
  • Cerca de um mês e meio depois, é transferido para o Regimento de Infantaria de Sá da Bandeira de onde, posteriormente, segue para Sanza Pombo, integrado numa Companhia comandada pelo Capitão Fernando Sousa (hoje Coronel Reformado, residente nas Caldas da Rainha).
  • O seu pelotão vai para o aquartelamento de Quixico, perto da fronteira com o Congo, onde se junta a outro pelotão, comandado pelo Alferes Miliciano Nuno Teixeira.
  • Em Março/Abril de 1963, é evacuado por motivo de doença ('zona') para a sede da Companhia em Sanza Pombo.
  • Depois de recuperado, recebe guia de marcha para se apresentar no Quartel General, em Luanda, para onde segue, a partir da Base do Negage, por via aérea.
  • Apresenta-se no Quartel General e recebe ordens para aguardar em casa novas instruções.
  • Alberga-se na residência do seu amigo, Alferes Miliciano de Infantaria, António Flores de Andrade.
  • Em 17 de Abril de 1963 apresenta-se nesta residência o Capitão de Cavalaria Cruz Azevedo. Pede desculpa de trajar à civil, afirmando que recebeu instruções nesse sentido, e mostra ao Alferes Miliciano Manuel Alegre de Melo Duarte uma ordem de prisão.
  • Manuel Alegre de Melo Duarte veste a sua farda e é conduzido pelo Capitão à Casa de Reclusão Militar, onde passa uma noite.
  • No dia seguinte, o Comandante da Casa de Reclusão entrega-lhe um documento de passagem à disponibilidade, assinado pelo Chefe do Estado Maior da Região Militar de Angola, Tenente Coronel Bettencourt Rodrigues. Informa-o de que tem de se vestir à civil e que a PIDE o espera à porta da Casa de Reclusão.
  • É detido por uma brigada da PIDE chefiada pelo inspector Pottier, sendo conduzido para a prisão de São Paulo.
  • Aí passa seis meses, sob a acusação de tentativa de golpe militar contra o regime do Estado Novo.
  • Findo esse período, é libertado com termo de identidade e residência em Luanda.
  • Como não é reintegrado no Exército nem enviado para a Metrópole, pede uma audiência ao Chefe do Estado Maior da Região Militar de Angola, que lhe é concedida. Manifesta estranheza pela sua situação e pelo facto de, sendo Oficial, ter sido entregue à PIDE.
  • Três dias depois da audiência o Chefe do Estado Maior da Região Militar de Angola ordena o seu regresso a Lisboa, na situação de disponibilidade.
  • Parte no "Vera Cruz" e chega em Dezembro de 1963.
  • A PIDE fixa-lhe termo de identidade e residência em Coimbra.
  • Em Maio de 1964 é avisado de que corre o risco de ser preso pela polícia política.
  • Refugia-se em Lisboa, na casa do poeta João José Cochofel. Dias depois é levado por este para a casa de Rui Feijó, a Casa de Vilar, na Senhora da Aparecida, Concelho de Lousada. Daí parte em Julho de 1964 para o exílio, com a ajuda dos Drs. Armando Bacelar e Montalvão Machado, em cuja quinta, perto de Chaves, atravessa clandestinamente a fronteira.
Encontrava-se na situação de disponibilidade e com o serviço militar cumprido.
  • Regressa a Portugal em 2 de Maio de 1974.
daqui
 

Manuel Alegre : Biografia

Biografia

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina.

A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961, sendo colocado nos Açores, onde tenta uma ocupação da ilha de S. Miguel, com Melo Antunes. Em 1962 é mobilizado para Angola, onde dirige uma tentativa pioneira de revolta militar. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Na cadeia conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964.

Passa dez anos exilado em Argel, onde é dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Aos microfones da emissora A Voz da Liberdade, a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade. Entretanto, os seus dois primeiros livros, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967) são apreendidos pela censura, mas passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados por Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade. Regressa finalmente a Portugal em 2 de Maio de 1974, dias após o 25 de Abril.

Entra no Partido Socialista onde, ao lado de Mário Soares, promove as grandes mobilizações populares que permitem a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, de cujo preâmbulo é redactor.

Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002, participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares. Dirigente histórico do PS desde 1974, é Vice-Presidente da Assembleia da República desde 1995 e é membro do Conselho de Estado (de 1996 e 2002 e de novo em 2005). É candidato a Secretário-geral do PS em 2004, naquele que foi o mais participado Congresso partidário de sempre.

Em 2005 candidatou-se à Presidência da República, como independente e apoiado por cidadãos, tendo obtido mais de 1 milhão de votos nas eleições presidenciais de 22 de Janeiro de 2006, ficando em segundo lugar e derrotando o candidato oficial apoiado pelo PS.

Em 23 de Julho de 2009 despediu-se do lugar de Deputado, que ocupou durante 34 anos e que deixou por vontade própria nas legislativas de Setembro. Foi reeleito para o Conselho de Estado em Novembro de 2009.

Em Janeiro de 2010 anuncia a sua disponibilidade para travar o combate das presidenciais em 2011 e em Maio de 2010 apresentou formalmente a sua candidatura à Presidência da República.

É sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências eleito em Março de 2005.

Sobre a sua obra poética, reeditada sucessivas vezes, Eduardo Lourenço afirmou que "sugere espontaneamente aos ouvidos (...) a forma, entre todas arquétipa, da viagem, do viajante ou, talvez melhor, peregrinante". O livro Senhora das Tempestades (14.000 exemplares vendidos num mês) inclui o poema com o mesmo nome, que Vítor Manuel Aguiar e Silva considerou "uma das mais belas odes escritas na língua portuguesa". Publicou os romances Alma (12 edições) e A Terceira Rosa , duplamente premiado. Segundo Paola Mildonian, Manuel Alegre "canta a dor e o amor da história com acentos universais, com uma linguagem que (...) recupera em cada sílaba os quase três milénios da poesia ocidental". No Livro do Português Errante , Manuel Alegre, segundo Paula Morão, emociona e desassossega: "depõe nas nossas mãos frágeis as palavras, rosto do mundo, faz de nós portugueses errantes e deixa-nos o dom maior (...) – os seus poemas". O seu livro Cão como nós vai na 19ª edição em português.


Manuel Alegre : Biografia

Manuel Alegre : A convicção de um apoio

Os portugueses, como todos os cidadãos do Mundo, têm consciência das dificuldades reais que se atravessam, por isso precisamos, na suprema magistratura de Portugal, de um HOMEM que saiba interpretar, a cada momento, as dificuldades e saiba cooperar, com quem tem a responsabilidade de governar o País, na procura de consensos, que permitam estabilidade. o PR não pode, a cada momento, ser o centro da instabilidade política, como acontece agora. Estamos prontos para, em conjunto, eleger o Presidente que o País precisa e os Portugueses desejam.

Manuel Alegre : A convicção de um apoio

Definitivamente o Coma Andante e o benjamim da família, converteram-se ao neoliberaismo.


Governo cubano anuncia redução de meio milhão de empregos


O Governo de Cuba anunciou o início imediato de alterações na política de emprego, que entre várias medidas vão implicar a redução de mais de meio milhão de empregos estatais até meados de 2011.

A Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), o único sindicato da ilha, publicou esta segunda-feira um «manifesto» que pela primeira vez oficializa os rumores que circulavam nas últimas semanas sobre uma redução drástica nos empregos do Estado. 
De acordo com o documento, a par desta eliminação maciça de empregos vai ocorrer «um incremento no sector não estatal» através de «novas formas de relação laboral não estatal como alternativa de emprego: arrendamento ou usufruto, as cooperativas e o trabalho por conta própria, para onde se vão deslocar centenas de milhares de trabalhadores nos próximos anos».
Todo este processo ocorrerá de forma gradual, mas a CTC adverte que «vai ser iniciado de imediato e pela sua magnitude vai abranger todos os sectores».
A central sindical também aludiu a uma «alteração do actual quadro laboral e salarial (...) pois já não será possível aplicar a fórmula de proteger ou subsidiar os trabalhadores com salários, e de forma indefinida», antes de sugerir que o actual sistema será progressivamente substituído pelo «pagamento por resultados».
Estas medidas, que constituem uma profunda alteração no sistema de trabalho cubano, foram precedidas por uma série de chamadas de atenção do Presidente Raul Castro sobre os encargos suportados pelo Estado e a necessidade de melhorar a produtividade e eficácia da economia de Cuba.

 tsf

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Precisamos de uma nova consciência e de uma nova masculinidade

A campanha dos verdes alemães contra o feminismo não é uma brincadeira. Eles inverteram os papéis da “luta de género” adoptando o mesmo método de vitimização que o feminismo utilizou para conseguir uma supremacia real (mas injusta) da mulher na sociedade. A sua luta pretende que os papéis de género sejam extintos em relação aos dois sexos.
Esta luta pela masculinidade vem  desde logo demonstrar que a esquerda já não é o que era. E depois, reconhece de facto que o feminismo é uma ideologia injusta e que deve ser combatida pela afirmação positiva e tradicional do homem.

sábado, 11 de setembro de 2010














José Luís Carneiro em Leça do Balio:


Sessão muito participada, debate vivo e aberto, discussão com base na proximidade e enlevo democrático.

Bom momento, para a Secção e nesta corrida vitoriosa com José Luís Carneiro!


Joaquim Paulo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Os Verdadeiros Homens - Parabéns Carlos Alberto

Carlos,
Depois de uma mensagem de agradecimento que te deixei neste espaço, por me teres convidado para fazer parte do mesmo, não podia deixar aqui uma palavra de reconhecimento pela tua atitude em relação às calunias que tens vindo a ser alvo, não querendo aqui colocar ninguém em causa, até porque não conheço e nem quero conhecer aqueles que eventualmente foram capazes de mexer com a tua vida pessoal.
Por tudo isto estou aqui para dar-te uma palavra de força e reconhecimento pela humildade e verticalidade que demonstras ao assumir algo, que poderá e não é concerteza da tua responsabilidade. Quero dizer-te que independentemente das posições politicas que cada um de nós tem, a vida pessoal é algo de "sagrado" e que deve ser preservado ate às ultimas consequências, até porque na vida pessoal todos nós temos uns "telhados de vidro" por muito pequenos que sejam, e portanto a pedra que pode ser atirada poderá ter um enorme ricochete.
Quanto à posição de José Luís Carneiro, apenas estou mandatado para falar por ele em determinadas questões, mas nesta não estou, no entanto quem conhece JLC e priva politica mas sobretudo pessoalmente sabe que ele (JLC) só poderia ter esta atitude fosse com que Camarada fosse, porque tal como tu é um homem de valores e de afectos.
Carlos Alberto como saberás a vida politica e a causa publica tem destas coisas, basta ver como o Secretario Geral do nosso Partido tem sido violentamente atacado nos últimos anos, e sempre do ponto de vista pessoal e tem sempre resistido com elevação e dignidade, como tal sigamos esse exemplo.
Quanto a mim, reforço o que já referi, independentemente das posições politicas, terás aqui sempre um camarada e um amigo.
Força e Um Bem-Haja

Nuno Miguel Carvalho

sábado, 4 de setembro de 2010

Apresentação da Candidatura de José Luís Carneiro em Leça do Balio

No âmbito do compromisso de proximidade e diálogo, José Luís Carneiro, estará dia 9 de Setembro com os amigos e camaradas balienses, na sede da secção de Leça do Balio pelas 21h30m, para apresentar a sua candidatura e discutir as ideias com os militantes.

Compareçam o debate democrático no PS é decisivo para a vivência interna.



Joaquim Paulo

terça-feira, 31 de agosto de 2010

4 de Setembro - 17H00 - Rentrée do PS em Matosinhos



Dia 4 Setembro próximo, marca a rentrée nacional do PS em Matosinhos, pela primeira vez na história.
Trata-se de um momento de confraternização dos Socialistas provenientes de todo o País.
Não pode ser pretexto para afirmação de protagonismos  pessoais em lutas que se avizinham, nem servir para apelos a pretensas uniões,  que no fundo querem apenas tolher a diversidade e pluralidade do PS. 
Recentemente, para meu espanto e choque  ouvi um dirigente afirmar que:  "eles (quem?) querem criar uma nova lota". A afirmação só por si é uma ofensa. Uma ofensa ao PS. Uma ofensa a todos os socialistas que trabalharam estes anos para que o caso lota fosse ultrapassado. Mas se pelo partido parece que o respeito já vai sendo pouco, pelo menos, PELA MEMÓRIA DO PROFESSOR SOUSA FRANCO, CALEM-SE COM ESSE TIPO DE INSINUAÇÕES E CURVEM-SE EM SUA MEMÓRIA.
SÁBADO DIA 4 DE SETEMBRO, que ninguém falte. 
Carlos Alberto

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


A ler:

Porque razão a candidatura “Porto Positivo” resolveu atacar pessoal e politicamente aqueles que livremente apoiam José Luís Carneiro?

"Questões como a defesa ou não da limitação dos mandatos dos Deputados, à semelhança das limitações já introduzidas aos mandatos dos autarcas; a defesa ou não de um processo simultâneo de implementação das Regiões Administrativas no território continental legitimadas democraticamente através do sufrágio directo e universal; a introdução de primárias internas para escolha dos candidatos do partido socialista aos vários actos eleitorais; as soluções e caminhos regionais que podem ser encontrados para a saída da crise que afecta a Região, com a necessária criação de mais riqueza, mais emprego e mais esperança para as populações, e em particular os mais jovens; constituem entre outras, questões de fundo, que devem ser debatidas e aprofundadas sem quaisquer medos e receios."José Manuel Ribeiro

Isto sim é muito importante ser discutido em debate aberto e amplo...




JPaulo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Garcia Pereira: 'só falta' querer 'prender' o procurador - Portugal - DN

Garcia Pereira: 'só falta' querer 'prender' o procurador - Portugal - DN

Alguém da candidatura de RENATO SAMPAIO me explica a razão porque:

apresentando-se este, e bem, como um defensor acérrimo do governo de José Sócrates coloca no  blogue de apoio à sua  candidatura uma carta de um militante de Baião,a queixar-se do seu presidente de câmara, e camarada de partido, mas que anda a escrever e-mails com estas expressões:" (...)Sem grande formação, qualquer pessoa consegue constatar que os modelos supra referidos são divergentes e, por isso, parece despropositado procurar argumentar que o Governo de Sócrates tem procurado salvaguardar com determinação o essencial do modelo social europeu. Será que o tem procurado salvaguardar ou destruir??" Lá diz o velho ditado o inimigo do meu inimigo, meu amigo é! Renato Sampaio, não sai dignificado com este tipo de apoiantes que deitam por terra a sua tese de defesa intransigente e leal do governo do PS e do nosso primeiro-ministro e camarada José Sócrates. A publicação de tal "carta" revela sintomas de fraqueza politica e falta de confiança nos resultados das eleições para a federação.

A publicação deste tipo de documentos faz-me lembrar as eleições de 2005 e o que se dizia de Sócrates, que aqui não repito. Discutam-se projectos, não se baixe ao nível da pocilga. Para este peditório eu não dou.


Carlos Alberto

domingo, 1 de agosto de 2010

Manuel Alegre e o «direito» à resistência



O jornal «i» publicou ontem mais um texto sobre o passado militar de Manuel Alegre. Não me interessa a «acusação», mil vezes repetida, comentada e desmentida, quanto a uma hipotética condição de desertor que não foi (e se tivesse sido?!...), mas sim afirmações absolutamente extraordinárias, que ainda não vi comentadas, de um almirante, de seu nome Vieira Matias, que foi chefe do Estado-Maior da Armada, de 1997 a 2002.

Vieira Matias diz saber que Manuel Alegre não foi desertor, por ter sido mobilizado para Angola e ali ter permanecido até passar à disponibilidade (em Dezembro de 1963, com ordem de regresso, depois de preso pela PIDE e com residência fixa em Coimbra), mas que «isso é o que menos importa». Porque grave foi a sua acção na Rádio Voz da Liberdade, em Argel, que «criava danos psicológicos nas nossas tropas e incentivava o inimigo a combater mais violentamente». A guerra colonial era injusta para Manuel Alegre? «Poderia ser a opinião dele, mas não lhe dava o direito de criar condições para causar mais baixas nos seus compatriotas.»

Ou seja: em 2010, alguém, que exerceu um cargo da maior responsabilidade nas Forças Armadas, diz impunemente alarvidades destas e ninguém reage. Trinta e seis anos depois do 25 de Abril, põe-se em causa um candidato à presidência da República porque ele foi um resistente activo, não só mas também contra a guerra colonial, num exílio em Argel (que, garanto-vos eu, esteve longe de ser de luxo quando não foi mesmo de perigo), naquele que foi um instrumento da oposição portuguesa, absolutamente único: a Rádio Voz da Liberdade. Quantas notícias sobre o que se passava nas várias frentes de guerra não nos chegavam apenas através desse som que tentávamos, tantas vezes em vão, captar pela calada da noite, em rádios sempre mais ou menos roufenhos? Vem agora pôr-se em causa o «direito» à denúncia do que se passava em África? O «direito» à luta contra a ditadura?

O currículo do Vieira Matias não diz «onde é que ele estava no 25 de Abril». Não sei quem o nomeou para chefe do Estado-Maior da Armada. Mas, entre 1997 e 2002, o presidente desta República era Jorge Sampaio e o primeiro-ministro chamava-se António Guterres. A brandura dos nossos costumes e as cedências nalgumas nomeações têm um sabor amargo, mesmo alguns anos mais tarde. E, por vezes, pagam-se caras.

P.S. 1 – Dizem-me entretanto que Vieira Matias pertence actualmente ao Conselho das Antigas Ordens Militares, «nomeado por alvará do Presidente da República».

P.S. 2 - Justiça seja feita: acabo de saber que Vieira Matias «foi corrido» por Jorge Sampaio. (30/7, 10:52)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Noticias da pocilga - A direita trauliteira de sempre, com uns idiotas úteis à mistura.

Almirante Vieira Matias
Manuel Alegre foi à tropa, esteve em Angola e cumpriu o serviço militar até à disponibilidade, mas para o Almirante Vieira Matias isso não basta, o agora candidato a Presidente da República cometeu o erro de ser contra o colonialismo colocando-se ao lado do "in". Isto é, enquanto houvesse uma guerra promovida por uma ditadura era obrigação de Manuel Alegre estar ao lado dos ditadores.
Alguém me faz o favor de informar o almirante de que Salazar era um ditador fascista e de que estamos no ano de 2010?
«Ao contrário de centenas e centenas de anónimos na blogosfera e nos programas de opinião pública, o almirante Vieira Matias não diz que Manuel Alegre é desertor. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada sabe que o candidato à Presidência da República foi mobilizado para Angola e ali se manteve até ter passado à disponibilidade. Mas o facto de não ter sido desertor não diminui, aos olhos do almirante, a mancha no passado militar de Alegre. "Tecnicamente pode não ter sido desertor, mas isso é o que menos importa. Estar ao lado do inimigo é uma atitude que tem um nome. Para mim foi bastante pior que a deserção", afirma Vieira Matias ao i.» [i]
PS: Seria interessante saber se o exigente almirante chegou a estar alguma vez num teatro de guerra enquanto combatente e numa unidade onde corresse risco de vida.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Notícias do Reino da Porqueira.

Ainda não foi desta que tramaram  José Sócrates. Aos porcos de serviço à causa, a um ilhéu em particular, desejo que as pulgas de mil camelos lhes  infestem o cú, e que seus os braços sejam curtos demais para se coçarem.

sábado, 24 de julho de 2010

Ouvir os militantes

José Luís Carneiro, candidato à liderança da Federação do PS do Distrito do Porto e actual presidente da Câmara de Baião, esteve na semana passada em Guifões a apresentar a sua candidatura, na Junta de Freguesia, a convite da secção socialista guifonense, liderada por Carlos Alberto Ferreira.
Nuno Carvalho, coordenador da campanha, agradeceu o convite dos socialistas de Guifões para a sessão de esclarecimento, que teve também presentes diversos militantes de Leça do Balio acompanhados por Joaquim Paulo, candidato derrotado nas eleições internas para a liderança da secção baliense.
Segundo Carlos Alberto as portas da secção estão abertas “a todos os candidatos à Federação”, uma vez que “é plural e democrática. Agradeço a José Luís Carneiro o ter vindo. É com satisfação que vejo a sua candidatura no terreno, porque vem sacudir um pouco o marasmo que se instalou a nível da Federação. É preciso abanar um bocado as estruturas”. Lembrou Mário Soares, afirmando que “é preciso alma neste PS. Espero que José Luís Carneiro traga a alma ao PS e proporcione o diálogo”.
Joaquim Paulo agradeceu a possibilidade dos militantes de Leça do Balio “terem aqui um espaço para ouvir e debater a candidatura. Pertencemos ao núcleo de apoio em Matosinhos e estamos de corpo e alma nesta candidatura”.
Para João Santos, presidente da mesa dos militantes guifonenses, “é sempre uma honra ter aqui na Freguesia a visita de José Carlos Carneiro. Reforço as palavras de Carlos Alberto: a secção está aberta ao diálogo, seja com quem for”.
Carmim do Cabo esclareceu que a sessão decorreu na Junta de Freguesia porque “esta é a casa do povo de Guifões e sempre teve por norma receber bem. Este é um acto elementar de democracia, pelo que qualquer Partido pode organizar aqui acções”.
José Luís Carneiro, tal como tinha feito na secção de Matosinhos, esclareceu que o objectivo principal da sua candidatura é “o de garantir um PS de proximidade aos militantes, em que os líderes sejam capazes de ouvir, respeitar e interpretar a suas vontades. Ninguém pode representar bem os ou-tros quando não é capaz de os ouvir e de respeitar as suas opiniões. É no confronto de opiniões que nascem por vezes as melhores soluções”. O segundo objectivo, é fazer com que a Federação “seja capaz de projectar a voz dos militantes no país”, ajudando “a construir a agenda política nacional. Isso significa que nós temos de deixar de ser uma correia de transmissão de uma agenda política definida por outros mas não pelos socialistas do Distrito”.
Para garantir um PS de maior proximidade com os militantes, José Luís Carneiro comprometeu-se a promover, “pelo menos uma vez por ano”, um plenário de militantes em cada Concelhia do Distrito; fazer com que a Comissão Política Distrital reuna nas várias Concelhias do Distrito “para dar dimensão pública às preocupações das comunidades locais”; além de criar “um laboratório de projectos políticos que visa dar apoio aos autarcas que estejam na oposição nas Câmaras Municipais”.
Criticou a actual liderança do PS do Porto, por não ter apresentado nenhuma ideia para a região: “Não me recordo de nenhuma. Há mesmo temas do PS que passaram a ser defendidos pelo PSD e nós temos estado calados”. O PS Porto deve envolver-se na reforma da organização política do Estado, que passa pela regionalização, pela atribuição de novas competências para as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, a reforma eleitoral para a Assembleia da República e Câmaras Municipais, sendo favorável à limitação dos mandatos dos deputados, bem como a haver apenas uma lista candidata às Assembleias Municipais, cujo primeiro elemento é o candidato à presidência da Câmara.
Quanto às SCUT, é defensor do princípio utilizador-pagador, embora defenda que esse princípio se deve aplicar a todas as SCUT, sem excepção. No que concerne ao TGV, é fundamental que avance a ligação Porto-Galiza, enquanto que a do Porto-Lisboa não é prioritária.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O caso COC

Ontem na secção da Srª da Hora, numa sessão de esclarecimento, questionei directa e publicamente o candidato a Presidente da F.D. Porto do PS, José Luís Carneiro sobre o caso malfadado caso COC. Gentilmente cedeu-me a resposta escrita que o seu Gabinete Jurídico vai enviar ao presidente da CPD, refutando o documento intitulado “Excerto da Acta nº7, que estranhamente veio a público. A serem verdade os factos ai relatados, alguém que respeito muito, fica mal na fotografia.
 
Carlos Alberto

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Festa ou Comicio?! II

Joaquim Paulo, fiquei muito surpreendido pela positiva com as suas palavras, julgo que são de tamanha profundidade que se eu fosse Presidente da maior concelhia do distrito e tivesse liderado um projecto vitorioso, como foi o caso de GP nas ultimas autárquicas contra aquele que o inventou mas que entretanto já se querem matar, assumiria no lugar de GP uma postura de mais recato e mais democrática ainda que fosse aparente. Mas não aquele que devia ser o autarca referencia no distrito do porto anda aí metido nas triquices que em nada nada contribuem para a sua imagem que já está tão desgastada.


Eu estive na Festa das Rosas e tenho que ser justa Renato Sampaio foi comedido no seu discurso e GP fez as despesas da casa ao assumir uma postura de caceteiro la do burgo. Enfim uma palavra de apreço para a Olga Maia que sozinha ainda consegue erguer uma Festa, enquanto a sua homologa do desporto parece uma barata tonta.

Infelizmente GP sabe que tem o seu mandato da concelhia a prazo e não adianta vender o seu N.º 2 e aparecer com a Santa Luisa para candidata, porque a concelhia já foi.Eu ía votar Renato Sampaio, mas depois desta postura de GP talvez faça um voto de protesto votando no Luís Carneiro, que sei também que nunca teve nenhuma ligação com Narciso, alias o narciso é que anda a tentar piscar o olho para ver se volta mas isso nunca mais.

Parabéns pelo artigo.

Militante da Secção de Lavra

Festa ou Comicio?!

Diz o ditado, de origem Romana, que à "mulher de César não basta parecer tem de ser".

Ora vem a propósito de declarações estranhas feitas por Guilherme Pinto sobre um seu camarada, colega autarca, nomeadamente sobre questões de carácter, quando, perante uma fraca plateia, transformou uma festa de tradição socialista de Matosinhos, das rosas, numa autêntica campanha em favor de um dos candidatos à Federação, como uma espécie de coelho tirado da cartola, sem aviso prévio.
Em paralelo parece que apoiar em Matosinhos JLC é crime de lesa pátria porque o presidente da concelhia tem outra preferência, tudo isto é estranho e triste, tudo isto não interessava, se GPinto não tivesse pactuado com isto tudo e transformado uma festa num comício, de fraca plateia, e continuasse no seu caminho de critica a propósito, do que considero (palavras minhas) a chapelada da COC.
Se estivesse no lugar de JLC saia da COC, ela já é apenas um instrumento do não debate e JLC tem feito em todos os lugares um combate lúcido de ideias e não de pequenos factos. Para quem confunde estações JLC, nunca esteve na Federação em equipas do Narciso Miranda...ao invés de outros que em Matosinhos usam essa bárbara arma.

A liberdade de pensamento, opção e voto, é a arma da democracia. A rasteira, a intriga, a confusão é a arma terrível de fracos democratas... Acabem com isso e passem ao Debate a sério, que o PS e o país precisam.


Joaquim Paulo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Caso COC II - Recato Senhores

Ando desde ontem a pedir que se calem com isto. Já fede. Estão, todos, a dar um triste espectáculo. Para quem acusa uma candidatura de trazer para a praça pública, factos da vida interna do partido, a outra, desde ontem, mais não tem feito do que matraquear esta questão publicamente, seja na imprensa seja no Facebook. Por favor calem-se todos.
Lamento que se perca tanta energia em questiúnculas que não fazem sentido e pouco com a discussão de reais questões internas e externas, como as SCUT'S - ANA - AEROPORTO DE PEDRAS RUBRAS - A CRISE ECONÓMICA E SOCIAL DO NORTE, ETC.
No lugar destas palermices, venham para os jornais com os vossos projectos para a região Norte, digam-nos como poderemos todos ajudar José Sócrates a ultrapassar a crise e como iremos combater a deriva neo-liberal do actual PSD.

PS: estou chocado com a divulgação pública de um projecto de acta de uma reunião interna do Partido. Recato, camaradas. Recato e contenção a todos.

Carlos Alberto
Sec. Coord. Guifões

Saúde modelo PSD PPC

domingo, 18 de julho de 2010

O caso COC

Não sei quem fala verdade, pois não estive presente. Provavelmente os apoiantes de cada candidatura, contarão a sua versão dos acontecimentos. O que prova que, infelizmente e cada vez mais, a democracia interna está pela hora da morte. Quando os Congressos se começam a ganhar na secretaria, está tudo dito. Apenas peço a todos que a bem do PS e do que ele representa para a democracia, se calem, por pudor.
Fossem as COC's obrigatoriamente paritárias e nada disto de passava, o que só nos deve envergonhar a todos, sem excepção. Parece que quem controla a COC, garante que o congresso antes de o ser, já o era! E isto não é bom para um partido de valores republicanos, da fraternidade, da igualdade e da solidariedade. Só tenho a lamentar tanta perda de energia em questiúnculas que não fazem sentido e pouco tempo e garra na discussão de reais questões internas e externas, como as SCUT'S - ANA - AEROPORTO DE PEDRAS RUBRAS - A CRISE ECONÓMICA E SOCIAL DO NORTE, ETC, ETC, ETC. 
Para peditórios de COC's e coisas parecidas, não dou. 
Carlos Alberto
S.C.PS Guifões.

A lenda do milagre das rosas

Reza o lenda, que  a rainha Stª Isabel, andava a distribuir pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: São rosas, Senhor!. Desconfiado, D. Dinis inquirido: Rosas, no Inverno?. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele haviam rosas, ao invés dos pães que ocultara.
Séculos passados, os convidados de uma Festa, com nome do Milagre, num parque que comemora a Liberdade, entre 2 sardinhas e uma actuação do "Quim  Cola", viram novo milagre acontecer. No regaço da Ranha da Festa, metido por entre as Rosas encontrava-se o Soberano pronto para um momento de campanha eleitoral.

Carlos Alberto Ferreira

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Scuts

Vi no noticiário da TV, na Comissão de Obras Públicas, 3 deputados do PS eleitos pelo Circulo Eleitoral do Porto. Face ao que (não) têm feito, pela defesa dos interesses das populações que os elegeram, temo o pior. Que Santa Rita de Cássia Santa dos Impossíveis e Advogada das Causas Perdidas, nos acuda, os parolos estão de volta.

domingo, 4 de julho de 2010

CHIP OUT, DISPOSITIVO IN


PS e PSD chegaram a acordo na forma de portajar as Scut. Então é assim: o PSD aceita três formas de pagamento: a Via Verde, o pré-pagamento (anónimo) e o pós-pagamento mediante fotografia da matrícula. Ou seja, tudo o que consta dos diplomas do governo. Muda então o quê? O governo previa custo acrescido para o pós-pagamento. Ao contrário, o PSD exige que seja o Estado a arcar com esse custo. O governo anuiu, e hoje mesmo votará no Parlamento a alteração do diploma.

Naquilo que importa, fica tudo na mesma. As três Scut do Norte serão portajadas a partir do próximo 1 de Agosto. As outras quatro, a partir de 1 de Janeiro de 2011. Quem não tiver dispositivo electrónico (estamos a falar do mesmo, mas é proibido dizer chip) é fotografado. Agora já ninguém se preocupa com a violação de privacidade. Tudo com a benção do PSD, que não aceita isentar, como pretende o governo, os 46 municípios com índice IPCC inferior a 100. OK.

O PSD parece contente por ter fingido que bateu o pé. Pensar que isto pode vir a ser alternativa, não tranquiliza ninguém.
posted by Eduardo Pitta

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Votos e Moções levadas à Assembleia de Freguesia de Guifões pelos eleitos do P.S.

Os eleitos do Partido Socialista, na reunião ordinária de 29 de Junho de 2010 da Assembleia de Freguesia, colocam à apreciação e votação o seguinte:

Voto de Saudação

O Guifões Sport Clube, sagrou-se recentemente Campeão Nacional da CNB 1, um título importante para a Instituição e para o desporto na nossa Vila e do nosso Concelho o que demonstra bem que aqui também se fazem campeões.

A Assembleia de Freguesia da Vila de Guifões regozija-se e dá os parabéns aos atletas, técnicos e dirigentes do clube, pela prestação conseguida que assim dignifica a nossa Vila e também o nosso Concelho, fazendo votos que consigam alcançar as vossas metas e objectivos, para que possamos novamente partilhar a alegria dos vossos maiores êxitos desportivos.

O reconhecimento que aqui manifestamos gostaríamos que servisse de incentivo e encorajamento para a dedicação e o esforço que o desporto de competição implica, para que os atletas possam ultrapassar os seus limites e atingir novos feitos em prol do desporto local.


Guifões, 29 de Junho de 2010

Pelos proponentes


Carlos Alberto Ferreira

APROVADA POR UNANIMIDADE

===================================================

A Assembleia de Freguesia da Vila de Guifões, na sua reunião ordinária de 29 de Junho de 2010, aprova o seguinte:

Voto de Louvor


Os eleitos do Partido Socialista, colocam à apreciação e votação da atribuição de um voto de louvor e agradecimento, ao Executivo da Junta de Freguesia, pela qualidade e pelo empenhamento com que decorreram as comemorações do 1º aniversário da elevação a Vila da Freguesia de Guifões.


Guifões, 29 de Junho de 2010

Pelos proponentes


Carlos Alberto Ferreira

APROVADA POR UNANIMIDADE

==============================================


A Assembleia de Freguesia da Vila de Guifões, na sua reunião ordinária de 29 de Junho de 2010, aprova o seguinte:

Voto de Pesar
pelo falecimento do Prémio Nobel da Literatura
José Saramago

A obra de José Saramago é, sem dúvida, uma das mais importantes criações literárias do Século XX, na Língua Portuguesa. Em 1998, Saramago ganhou o Prémio Nobel da Literatura, um marco histórico para a cultura portuguesa. Saramago foi, uma figura destacada da cultura portuguesa, marcando com o seu estilo, uma fase importante da literatura portuguesa. Foi um homem polémico e empenhado na luta política e social, que gerou simpatias e antipatias. Contudo, o seu génio literário inigualável não pode deixar ninguém indiferente.

Assim, a Assembleia Freguesia da Vila de Guifões manifesta o seu pesar pelo falecimento do escritor e Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, e estende as suas condolências aos seus familiares


Guifões, 29 de Junho de 2010

Os eleitos do Partido Socialista

Pelos proponentes


Carlos Alberto Ferreira

APROVADA POR UNANIMIDADE

================================================

Moção
Contra a introdução de portagens na A4, em Matosinhos

Considerando que:

O percurso da A4 que atravessa o concelho de Matosinhos, veio colmatar uma lacuna no que concerne à mobilidade dos seus residentes;

Que a introdução de qualquer medida que venha a onerar os utilizadores desta via, afectará irreversivelmente a mobilidade sustentada dos Matosinhenses, bem como o seu desenvolvimento e integração solidária da sua população;

Que esta medida, a ser implementada, discriminaria pela negativa os cidadãos de Matosinhos, que seriam cobrados por trajectos rápidos urbanos;

Que a A4 estrutura e complementa uma rede viária concelhia a qual se encontra, há muito, saturada;

A Assembleia de Freguesia da Vila de Guifões, reunida em 29 de Junho de 2010, delibera:
1.Manifestar a sua oposição à implementação de portagens na A4, no percurso compreendido entre o Km “0” e a portagem de Ermesinde, por entender que esta medida, a ser implantada, lesa gravemente a população do Concelho de Matosinhos, pondo em causa a coesão do território municipal;
2.Enviar cópia desta Moção à Câmara de Matosinhos, Grupos Parlamentares da Assembleia Municipal, e aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República.

Guifões, 29 de Junho de 2010

Os eleitos locais do Partido Socialista

Pelos proponentes



Carlos Alberto Ferreira

APROVADA COM 1 ABSTENÇÃO DE UM ELEITO DA A.N.M.M.S.
 
PS GUIFÕES

domingo, 27 de junho de 2010

Carlos:

Permite-me que não te deixe só neste teu precioso texto.

Na verdade, sendo o Norte e em particular o distrito do Porto o mais atingido com a questão das SCUT, e tendo tanto tempo para preparar uma argumentação sólida, verdade é que os Orgãos Federativos apenas fizeram eco de posições, que hoje se demonstra, só vieram fragilizar o PS a Norte. A falta de uma liderança Federativa forte, que positive o PS Nacional, ajudando-o a encontrar as melhores soluções para as populações na região e não para as populações em Lisboa, fez com que hoje andemos perdidos no PS Porto e a reboque de todo o mais estrambólico conceito que possa surgir.

E isto configura com outras incapacidades de afirmação de propostas activas de mudança, como a regionalização, a reconfiguração do sistema eleitoral e uma estratégia coerente para a área metropolitana e o Porto interior.
Por estas razões apoiarei José Luís Carneiro.

Joaquim Paulo

O desnorte evidente na Federação Distrital do Porto do PS

Sabemos que não houve, nunca, qualquer tipo de discussão, quer ao nível dos militantes, que a nível das estruturas federativas, de forma séria sobre o assunto SCUT's. Por isso não estranho o actual desnorte e o ruidoso silêncio sobre a questão ao nível Federativo, pelas seguintes razões:
1º Tratou-se de uma aceitação acéfala, seguidista e acrítica da decisão apresentada pelo governo, sem que houvesse sequer um esboço por parte dos deputados eleitos pelo circulo do Porto, de defesa dos interesses das populações, que dizem representar, no sentido de corrigir situações graves de descriminação negativa, nomeadamente na A4 em Matosinhos e o nó de Perafita para o Aeroporto. Por isso, na convenção  autárquica passada  apelidei-os na minha pequena intervenção de DEPUTADOS PAROLOS.
2º Depois de o Secretário Geral, e primeiro ministro, fruto das negociações sobre o tema com o PSD, ter afirmado publicamente que então todas as SCUT's seriam pagas, ficando isentos os residentes e empresas que estão sob a alçada dessas vias, de imediato vieram vozes de dentro da Federação dizer que "Esta proposta incorpora e acompanha igualmente a posição distrital do PS Porto. Os socialistas do norte fazem-se ouvir." PRECIPITARAM-SE? SIM!
3º No dia imediatamente a seguir, vem na comunicação social, ainda não desmentido, que afinal é intenção do governo que no que já está decidido não se mexe e que as isenções seriam, só e apenas, para os residentes e empresas das SCUT's do interior. FICARAM CALADOS!

Isto prova, se dúvidas houvessem, que o tema  SCUT's nunca foi seriamente discutido a nível federativo do PS. Foi um assunto que sendo tratado com os pés a nível governamental, estes vieram assentar no traseiro dos órgãos federativos do PS Porto. 
Não somos a maior Federação do país que serve apenas para demonstrar, nos tempos mais recentes,e difíceis, as merecidas solidariedades e banhos de multidão, ao Partido e do seu secretário geral. algo que outras federações do país não conseguiram nem conseguem fazer, e depois os dirigentes e deputados do distrito, num assunto com este tipo de implicações, não são escutados nem o "peso" da maior federação do país é tido em conta, como se vê. A solidariedade é uma via que tem dois sentidos. Mesmo a empresa gestora dos "'chip's" poderia ter ficado no distrito do Porto, mas nem isso foram capazes de trazer. Teria sido um bom sinal. 
Mantenho o que sempre disse e penso sobre o assunto SCUT's, desde 2008. Trata-se de um erro  do eng. Cravinho ( aliás, por onde anda ele agora? ...pois houve ai uma fase em que falava sobre tudo e mais alguma coisa na comunicação social e agora anda muito calado). Estas auto-estradas no litoral, nunca deveriam ter sido construídas sob este sistema de financiamento. Nunca!

Carlos Alberto

sexta-feira, 25 de junho de 2010

NÃO TEM CHIP, TEM RETRATO


Sobre o pagamento de portagens nas Scut, a partir do próximo 1 de Julho, disse aqui o que penso. Sou favorável ao pagamento, em todo o país. Sobre chips de matrícula, escrevi que «mais valia tornar o uso da Via Verde uma imposição legal.»

Ontem, o Parlamento inviabilizou (na generalidade; a ver vamos o que sucede na especialidade) o diploma que daria suporte legal aos referidos chips.

Significa isto que os detentores de Via Verde não têm problemas. Mas os outros, em especial os que têm preocupações de privacidade, vão tê-la (agora sim) devassada. O chip daria notícia da passagem da matrícula A pela estrada X. Ao contrário, a ausência de chip aciona uma fotografia do veículo — como acontece neste momento nas pontes de Lisboa e em todas as auto-estradas do país —, com os dados inerentes, incluindo a(s) nuca(s) do(s) ocupante(s). Isto acontece todos os dias, de Norte a Sul, e nunca incomodou ninguém.

terça-feira, 22 de junho de 2010

SCUTS

Em função do que se vai sabendo, quanto ao sentido da votação dos partidos, o PS tem uma oportunidade de ouro para co-responsabilizar o PSD na abolição das SCUTS em todo o País. Neste assunto saem derrotados aqueles a quem no passado Sábado, em Gondomar, apelidei de parolos e o seu líder, por falta de visão política.

A MINHA COSIDERAÇÃO POR CAVACO BATEU NO FUNDO!...


De um Presidente da República não espero que seja “um dos nosso”, espero antes que seja “um de todos”, capaz de perceber que é na diversidade que o país encontra o seu caminho. Não é importante que tenha sido o candidato em que votei, importa sim que seja um homem de princípios e mais importante do que serem exactamente os meus sejam alguém que se oriente segundo princípios e não por interesses.
Saramago não era um do meus e eu admirava-o, Sá Carneiro não era um dos meus e merecia o meu respeito, Lucas Pires não era um dos meus e sempre teve a minha consideração, Ramalho Eanes não é um dos meus e merece que o admire, são muitos aqueles que não me convencendo a partilhar dos seus ideais conquistam a minha estima, uns ainda o conseguem, outros mereceram-na para todo o tempo em que eu cá andar.
São gente grande, capaz de ultrapassar a mesquinhice, de respeitar e ter consideração pelos adversários, de amar para além dos netinhos, de ambicionar para além da sua dimensão. É isto que se espera de uma instituição como a Presidência da República, uma instituição que os portugueses aprenderam a respeitar porque por lá passou gente grande, gente diferente mas que foi capaz de enriquecer o cargo. A Presidência da República de hoje é muito mais do que determina Constituição, é o humanismo de Jorge Sampaio, é o rigor e honestidade de Ramalho Eanes, é a grandeza de ideias e de cultura de Mário Soares, até é a entrega de Costa Gomes.
É evidente que Cavaco Silva não tem a grandeza de Soares, a generosidade de Sampaio ou a elevação de Ramalho Eanes, diria mesmo que pela sua dimensão dificilmente conseguiria enriquecer o cargo que assumiu. Mas já que dificilmente conseguiria enriquecê-lo, poderia tentar deixar como o encontrou. Infelizmente não está a conseguir.
Quando completou 70 anos fez-se fotografar com a família nos jardins como se fosse a família real dos Silvas, quando veio o Papa voltou a reunir a “família real” para receber o Papa no seu palácio e até ficou extasiado porque Bento XVI repetia o nome dos netinhos. Durante uma semana a Presidência da República foi transformada numa sacristia familiar, mas quando foi necessário enfrentar a reacção do voto gay descobriu que Portugal enfrentava uma crise e o parlamento não podia perder uma hora a discutir o casamento gay.
Mas se para receber o Papa Cavaco se transforma a Presidência da República na família dos Silvas, para homenagear um prémio Nobel o Presidente da República acha que funerais é coisa para amigos próximos, pior ainda, não foi mas mandou o chefe da Casa Civil apresentar os pesamos à família, como se a qualidade do correio enobrecesse o conteúdo da missiva. Quando deve ser o Presidente a aparecer lá aparece a família, quando acha que não deve aparecer porque é um assunto de família manda o chefe da Casa Civil.
O país pode ser pobre, viver permanentemente em crise, enfrentar sucessivos pecs e planos de austeridade, mas apesar de todas estas dificuldades sempre encontrou grandeza na instituição Presidente da República. Agora tem alguém que não se cansa de dizer que sabe muito de economia como se este país fosse uma mercearia, como se o Presidente fosse o técnico oficial de contas de Portugal. Ramalho Eanes não foi presidente por ter muita pontaria, Sampaio não o foi por saber falar inglês e Soares não foi eleito por ser culto, foram presidentes por serem homens nobres, por desprezarem a mesquinhez, por saberem respeitar e fazer-se respeitar.
Não é o caso de Cavaco Silva, pode saber muito de economia mas para Presidência da República é como se não soubesse comer com faca e garfo, não percebe que o cargo é maior do que ele próprio, não resiste à tentação de permitir à família tiques de família real, é incapaz de resistir à tentação de exercer os seus poderes para além do admissível como se viu no caso da conspiração das escutas protagonizada pelo seu braço direito.
Não espero que Sócrates ajude Cavaco a concluir o mandato com dignidade, apenas desejo que termine quanto antes e a Presidência da República retome a tradição da democracia portuguesa, que esteja lá alguém que não se deixe enredar na mesquinhice humana e saiba engrandecer o cargo.

sábado, 19 de junho de 2010

Eu também acho o mesmo que ele.

SCUT
Menezes defende pagamento de portagens
Luís Filipe Menezes considera necessário o pagamento de portagens nas SCUT, lembrando que o PSD foi «o primeiro partido que teve a coragem em Portugal de dizer que era preciso pagar»
Menezes defende pagamento de portagens
«Eu acho que é preciso pagar SCUT, porque se não pagarem aqueles que andam nas SCUT, pagamos todos», disse o presidente da Câmara de Gaia, à margem da apresentação do livro do presidente da AMI e candidato presidencial, Fernando Nobre, que decorreu esta tarde naquela cidade.
Menezes acrescentou que detesta «demagogia neste tipo de matérias» e lembrou que o PSD «foi o primeiro partido que teve a coragem em Portugal de dizer que era preciso pagar SCUT».
«Esta ideia de que ninguém paga é uma ideia irreal. Pagamos todos com os nossos impostos», realçou o ex-líder do PSD.
Menezes admitiu, contudo, que «pode haver aqui ou acolá uma situação de excepção», para a qual se podem encontrar soluções justas «do ponto de vista de dar resposta a algumas dificuldades na economia neste momento».
De entre as excepções destacou «pessoas e agentes económicos das áreas metropolitanas para se deslocarem dentro de uma área metropolitana» ou «cidadãos que vão trabalhar a 10 ou 15 quilómetros de distância».
«Mas quando as mesmas auto-estradas servem também para trânsito inter-regional e nacional de turismo de fim-de-semana, não faz muito sentido que não sejam pagas portagens. Estamos a falar de algo que anda perto dos 750 milhões de euros por ano, que não estão a ser pagos, ou melhor, estão a ser pagos com os impostos de todos», sublinhou o autarca.
«Custa muito, o país está mal, as pessoas e as empresas têm dificuldades, mas evidentemente que têm que ser introduzidos pagamentos», concluiu. 

SCUTS

Pelo menos, durante 2 anos, e sabendo-se que era cada vez mais certo o pagamento de portagens, tiveram os dirigentes da F.D. Porto do PS, tempo para negociar uma solução. Não o fizeram. Agora Matosinhos divide-se ao meio. Hoje ao vir de viagem de trabalho, pela A4, com um camarada meu, este baptizou os pórticos com o nome do Presidente da Federação. Não tive coragem de o contradizer.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu Saramago.

Nunca consegui ler um livro dele até ao final. Dizem que foi um grande escritor. É um Português que se libertou da morte.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

S C U T S

Sempre fui contra a implementação do sistema SCUTS, e estou de acordo quanto ao pagamento das portagens, em TODAS elas.
Lendo o que vem hoje na Comunicação Social, sobre o assunto, verificasse que o critério de isenções é simples; nada daquilo faz sentido. 
Alguém da F. D. Porto do PS vai ter de nos dar muitíssimas explicações. Olhem que não sou de esperar muito tempo!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sobre a Esperança.

Caro amigo POPE. O teu texto é inspirador para maiores reflexões, mas por o tempo ser curto, fico-me apenas por este simples comentário. Os problemas do PS no Porto, e também a nível nacional, resultam, quanto a mim, da forma como participam  na vida interna os militantes do partido. Quererão eles ser ouvidos mais vezes e melhorarem a sua vida cívica, através do exercicio da livre opinião? Não sei. Os sinais são contraditórios. Se por um lado, encontro conformismo em alguns militantes, noutros encontro um dinamismo e vontade de participação, a todos os níveis interessante. Pena que não sejam devidamente aproveitados. Há, de facto, gente nova com ideias e projectos, e que quer dar o seu contributo, mas que é ofuscada pelo aparelho. Quem tem poder, não o que perder, quanto muito, numa hora de maior “aperto”, faz algumas concessões.


Sempre defendi, e cada vez mais, que a melhor forma de ultrapassar a prática aparelhistica passa pelo aprofundamento da democracia interna, através da participação e envolvimento dos militantes nas principais questões do Partido, nomeadamente através de eleições directas. As escolhas, não devem estar apenas nas mãos de uma pequena elite dirigente, mas ser um processo alargado ao maior número de militantes possível, e com a faculdade de apresentação de candidaturas por parte destes a qualquer cargo electivo e de representação do PS.

Vamos aguardar e ver o que o futuro nos trás. Com ESPERANÇA!

Carlos Alberto

Esperança

Os tempos que correm parecem propicios ao desespero. Encolhe-se a tripa e move-se o dinheiro para fora do bolso e do país.
Mas neste contexto é importante devolver a esperança a quem pretende colhê-la, e sendo um democrata e defensor do sistema partidário, independenpebdentemente de outras formas de expressão de cidadania e de política, é importante que sinais de esperança apareçam ao ciddadãos como rostos novos e práticas renovadas, que limpem as velhas esconjuras e mesinhas que planeiam no tabuleiro do mesmo jogo.
No que concerne ao PS Porto essa é uma opção que se irá por nas próximas eleições. Uma opção geracional, de mudança e esperança.
Um partido não é um rebanho, pelo menos não deve, e nem se conjuga como pletóricas tropas sempre ao serviço do general...nem que este indique o precipio como caminho final, e no Porto, o precipicio já foi lonje é altura de precipitar a mudança!

POPE

Marés Vivas de Matosinhos

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pergunta

Há uma pergunta interessante: Quem dentro do PS não quer Alegre, prefere Cavaco?


por marés vivas

terça-feira, 25 de maio de 2010

A culpa é do Sócrates. Só pode!

Las Bolsas y el euro caen a mínimos por las dudas sobre la crisis

El Ibex cae un 3,05% y marca su nivel más bajo del año, aunque logra mantener por poco los 9.000 puntos.- La prima de riesgo de España se acerca a sus máximos 

El País

sábado, 22 de maio de 2010

Bem-haja ao grupo de comunicação (de um) social democrata pelo esforço em criar o "ambiente" para a dissolução do Governo.

Jornalismo à portuguesa

Num rigoroso exclusivo e citando "fontes bem colocadas junto do executivo", o Correio Preto vai avançar amanhã, sexta-feira, com a notícia de que o Governo tem plnaos para reforçar os investimentos públicos, planeando a construção de uma estação espacial a ser instalada na Ota.
Obviamente, o Correio Preto conta, com esta notícia, ser citado pelas rádios, televisões e sites, provocando que a notícia dure umas horas. Para isso, conta ainda com a colaboração de todos os partidos que tratarão de comentar, criticar e pedir a presença na Assembleia da República, com carácter de urgência, do ministro das Obras Públicas. Assim, a notícia vive mais umas horas e anima a vida dos portugueses.
Depois, a meio da tarde, José Sócrates irá desmenti-la até usando o argumento de que, nesta altura, esse tipo de investimento seria rídiculo e impensável. Mas à noite, via telejornais, a notícia irá manter-se, baseando-se, antes de mais, na notícia do Correio Preto. E com as óbvias reacções dos partidos. E só depois o desmentido oficial.
No sábado, logo pela manhã, o mesmo Correio Preto conta fazer outra manchete, não pedindo desculpa aos leitores, não admitindo que foi um erro, mas com a história "completa": o Governo tinha mesmo intenções de construir a estação espacial, mas foi a notícia do Correio Preto que obrigou José Sócrates a recuar. E para apimentar a coisa, acrescentaremos que sob pressão de Cavaco , de acordo com "fontes em Belém", e de Pedro Passos Coelho que até admitiu romper o acordo com o Governo.
E assim andará o Correio Preto feliz e contente até, daqui a umas semanas e perante a queda de audiência, tenha mais criatividade para outra grande "cacha": citada, comentada e desmentida. Mas o que importa? A audiência sobe, não sobe?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pagamento Especial por Conta

Hoje o PEC que anda nas bocas do mundo é o Plano de Estabilidade e Crescimento, mas há meio ano atrás fala-se de outro PEC: do Plano Especial por Conta.
Naquela famosa sexta-feira de Novembro, a oposição, com PSD e CDS à cabeça, aprovava um pacote de medidas que representava um custo adicional de 710 milhões de Euros:

"1) A oposição aprovou hoje a suspensão do novo Código dos Regimes Contributivos, adiando a entrada em vigor do diploma, prevista para 1 de Janeiro de 2010. Segundo o DN, o adiamento o diploma implica um acréscimo de receita de 80 milhões de euros em 2010 e de 170 milhões em 2015.
2) O Jornal de Negóciosconta-nos que os deputados dos partidos que perderam as eleições aprovaram hoje a extinção do pagamento especial por conta (PEC) a partir do início do próximo ano, bem como a redução da taxa do pagamento por conta. O fim do PEC implica uma perda de receitas fiscais de 300 milhões, enquanto a redução da taxa do pagamento por conta representa uma perda de 330 milhões.

Tudo somadinho: 80+300+330= 710 milhões."

Até o próprio Fernando Ulrich, que apresentou ontem a sua visão tremendista do problema, defendia, até há bem pouco tempo, uma redução do Pagamento Especial por Conta.
Agora querem fazer-nos acreditar que toda a gente previa o que está a acontecer agora, excepto claro o casmurro do Sócrates. É o que se chama reescrever a história.

sábado, 15 de maio de 2010

Manuel Alegre : "Falar claro e com verdade"

Manuel Alegre : "Falar claro e com verdade"

Manuel Alegre não aplaude mas diz compreender o plano de austeridade aprovado pelo Governo. E aconselha Sócrates a "falar claro e com verdade", porque "as pessoas são capazes de compreender". Manuel Alegre não aplaude o plano de austeridade mas compreende-o: "Ao ponto a que as coisas chegaram, ficámos sem alternativa a não ser sair do euro". Em declarações ao Expresso, o candidato presidencial diz que gostaria que o acordo político para estas medidas tivesse "ido além do Bloco Central", envolvendo não só os demais partidos como os parceiros sociais, "nomeadamente os sindicatos".

As medidas são "duras, desagradáveis e dolorosas, mas inevitáveis", classifica, alertando, porém, para o risco de recessão que elas acarretam e fazendo votos para que o Governo se debruce agora sobre o crescimento económico.

"Condecorou-se o pecado"
Muito crítico do papel do Banco Central Europeu nesta crise, afirma não compreender "por que se condecorou o senhor Trichet". E ironiza: "Condecorou-se o pecado", numa alusão à Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique que Cavaco Silva atribuiu ao presidente do BCE, aquando da passagem por Lisboa, há uma semana.