quarta-feira, 19 de agosto de 2009

“Só vestimos a pele de guifonenses”


O largo fronteiro à igreja paroquial de Guifões foi o local escolhido, no domingo, para a apresentação de recandidatura de Carmim Alves do Cabo à presidência da junta de freguesia local.
Após a leitura de mensagens de José Tunes, Henrique Calisto e Luís Araújo, Ana Rosa Silvestre, mandatária da candidatura, salientou o trabalho do autarca de Guifões, particularmente na área social, uma vez que ela própria integrou a comissão social de freguesia. “Sei que tens projectos e por isso quero que ele continue nos próximos quatro anos”.
Carmim Alves do Cabo agradeceu a confiança que o PS nele depositou para, uma vez mais, encabeçar a lista para a Junta de Freguesia de Guifões e salientou o facto de vários independentes se terem juntando “pelo bem de Guifões”.
O ainda presidente da Junta de Freguesia de Guifões recordou alguns dos trabalhos desenvolvidos nomeadamente a construção de uma nova centralidade, requalificação do património e do parque escolar, investimento na área do ambiente, apoio às AUGE, constituição de gabinete apoio social e de inserção profissional, entre outros.
Quanto ao futuro, o candidato socialista referiu a criação de motivos de interesse cultural em torno de figuras da vila, nomeadamente dos Irmãos Passos, Joaquim Neves dos Santos e Padre Manassa. “A estátua do Passos Manuel deve ficar cá”,
Carmim Alves do Cabo defende igualmente a construção de um auditório, de um museu do linho e do milho, melhorias no parque escolar e nos transportes e uma atenção particular à construção da Plataforma Logística.
O PS defende ainda a utilização da Escola de Monte Ramalhão como nicho de colectividades, salientando ainda um melhor ambiente e mais apoio para os idosos e infância, neste último caso com a construção mais cresches.
O acto contou igualmente com a presença de Guilherme Pinto. O ainda presidente da Câmara de Matosinhos salientou a personalidade de Carmim do Cabo como sendo um homem sereno mais inconformado e que tem como principal objectivo a construção da qualidade de vida dos cidadãos.
“Carmim do Cabo vai fazer a diferença. Daqui a quatro anos, as pessoas irão avaliar o trabalho e chegar à conclusão de que ele se preocupa com as pessoas. Quer fazer a diferença nas suas vidas”, acrescentou.
O candidato do PS à Câmara Municipal de Matosinhos lembrou algum trabalho desenvolvido ao longo do mandato e salientou a personalidade de Passos Manuel. “Devemos ter um grande orgulho pelo facto do melhor Primeiro-Ministro de Portugal ter nascido em Guifões”.
Quanto à Plataforma Logística que está a ser construída em Gatões, Guilherme Pinto considerou que todos devem estar atentos à sua evolução, uma vez que se trata de uma oportunidade para o futuro.
“Os candidatos do PS estão aqui para fazer a diferença. Quando terminarmos os nossos mandatos continuaremos por aqui. Espero que nessa altura encontre, em cada cidadão, um amigo”, concluiu.
Por: Eduardo Coelho

Estreou ontem no Palácio de Belém, o "Garganta Funda".

sábado, 15 de agosto de 2009

APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA DO PS À ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE GUIFÕES‏


CONVITE

Levamos ao Vosso conhecimento de que no próximo dia 16 de Agosto pelas 10 horas, no Largo do Centro Cívico de Guifões, o Partido Socialista fará a apresentação pública da sua candidatura, às próximas eleições para a Assembleia de Freguesia, liderada por Carmim Alves do Cabo.

Contamos com a tua presença, o teu entusiasmo e a tua participação.
Trás os teus amigos.

Para mais informações:
Carlos Alberto Ferreira
Secretário Coordenador PS Guifões
sitio: http://psguifoes.blogspot.com/
e-mail: psguifoes@gmail.com

ADENDA: Neste Domingo, no Largo de Guifões, estiveram presentes centenas de Guifonenses que quiseram ver de perto os candidatos que o PS apresenta à Assembleia de Freguesia.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cavaco Silva tem vindo a revelar sinais preocupantes de falta de memória.

O Presidente da República manifestou recentemente o seu incómodo com o que seria o excesso de produção legislativa do final legislatura, declarações aliás em "estranha sintonia" com a líder do PSD. Aparentemente, contudo, segundo conta o Expresso, Cavaco Silva, terá tido um lapso de memória. Será ele próprio o detentor do maior número de diplomas enviados a um PR, no final do seu segundo mandato como PM, em 1991. Na altura, Aníbal Cavaco Silva enviou 119 diplomas, bem mais do que os sessenta e tal para já previstos para o Governo de José Sócrates.

SIMplex

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Por falar em lealdade institucional

Quando o sr. presidente da Republica Cavaco Silva resolveu dar uma ajuda à sua amiga manuela e se meteu no assunto da eventual compra da TVI pela PT deixou de ter qualquer autoridade moral para falar em lealdade.

domingo, 19 de julho de 2009

Já vamos no 3º ex-ministro de Cavaco envolvido no caso BPN.Ora aqui está, um caso e peras, para aquele dr. do blog do Portugal Pró-fundo

"(...) Arlindo de Carvalho, o ex-ministro de Cavaco Silva que se vê envolvido neste caso alegadamente devido à venda ao BPN de empresas do Instituto de Participações do Estado, onde o Arlindo de Carvalho foi administrador."

DN

terça-feira, 14 de julho de 2009

Convergir à esquerda.

Talvez não sejamos muitos e muitas…

… mas existimos. Somos as pessoas que, no espectro político-partidário, tal como ele se apresenta (e não o que idealizaríamos), se colocam entre o PS e o Bloco. Não gostamos do PS-centrão, com políticas neo-liberais no trabalho e na economia, e com um séquito de pessoas predispostas ao tráfico de influências. Gostamos do PS quando se apresenta do lado da igualdade, da liberdade, da modernidade. Não gostamos do Bloco quando descai para a demagogia, quando arrebanha as pulsões populistas, ou quando aposta no “correr por fora” desresponsabilizando-se do governo da coisa pública. Gostamos do Bloco quando se apresenta … do lado da igualdade, da liberdade, da modernidade. Alguns e algumas de nós circulam em espaços criados para suprir esse ponto intermédio: em torno de Alegre, em torno de Roseta. Não é o meu caso. Porque acho que sem máquina e sem diversidade de composição social não há transformação política. Mas estejamos lá ou não, estejamos no PS ou não, estejamos no Bloco ou não, partilhamos uma série de preocupações: sentimos que o sistema político português está prisioneiro de uma lógica de grande centro que cedeu demasiado ao neo-liberalismo e que um sintoma disso são as ligações ao poder económico e o tráfico de influências; cortámos há muito com a esquerda revolucionária, mas recusámos a terceira via, acreditando que é possível uma social-democracia que aposte no papel do estado e dos serviços públicos na garantia de igualdade de oportunidades no quadro de uma economia de mercado regulada e com espaço e incentivo para formas de economia solidária e cooperativa; defendemos acima de tudo a liberdade, e esta mede-se na capacidade de garantir opções e escolhas, diversidade, reconhecimento e direitos. Somos pela escolha na interrupção voluntária da gravidez, somos pela diversidade cultural no país e pelo acolhimento dos imigrantes, somos pela plena igualdade no acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, somos pela despenalização do consumo de drogas, pela laicidade o estado e pela liberdade religiosa, pela efectiva igualdade de género; somos reformistas, no sentido em que queremos transformações concretas na segurança social, na saúde, na justiça, na educação que, com base na valorização dos serviços públicos e na dignificação dos profissionais, melhorem as chances de boa vida para o maior número possível de pessoas, no tempo da sua vida, sem fazer a mudança depender do agudizar de contradições que possam levar, num futuro distante, a uma sociedade perfeita – em que não acreditamos. Não desejamos que as coisas estejam mal para podermos justificar as lutas, desejamos que elas melhorem mesmo e quanto mais cedo melhor; somos pela inovação, pelo conhecimento, pela capacidade inventiva e criadora, pela sustentabilidade energética, pela ecologia – e achamos que estas áreas oferecem o melhor potencial para o futuro económico do país, ao mesmo tempo promovendo o conhecimento, gerador de liberdade; somos por um país que mede o seu valor pelo que faz agora pelos seus cidadãos e pelas suas cidadãs, nascidos ou não aqui, falantes ou não de português, e não pelos mitos do passado, recusando o medo, o atavismo e a violência simbólica das nostalgias do salazarismo ou das utopias revolucionárias. Somos por uma União Europeia assente numa verdadeira representação democrática dos seus cidadãos, com uma verdadeira Constituição e com políticas que ajudem os países mais pobres a aproximarem-se da média comunitária. Somos pela dignificação do sistema político, trazendo para ele novas pessoas, abrindo espaços e diversidades de opiniões, exigindo accountability, e não somos pelo corte definitivo entre a cidadania e a representação ou por alternativas caudilhistas, presidencialistas ou que se deixem seduzir por suspensões da democracia. Em finais de Setembro vamos ter de decidir em quem votamos. Sabemos que não votamos num PSD cuja líder simboliza praticamente tudo o que de negativo foi aqui elencado – uma política que aposta na negatividade e apela aos piores instintos de receio, fechamento, e honrada pobreza. E muitos e muitas de nós estamos tentad@s a votar à esquerda do PS para punir políticas concretas – laborais ou educativas, nomeadamente. Mas mais do que esses argumentos, racionais, espanta-me a onda emotiva que se instalou, para lá das queixas justas, através da repugnância em relação à figura de Sócrates, pintada com as cores da arrogância e do autoritarismo. Ela assenta, a meu ver, num equívoco de percepção: a ideia de que um líder de esquerda deveria ser ou uma figura de bonomia (Alegre?) ou de inflamação revolucionária (Louçã?) – mas nunca uma figura que governa no seu estilo próprio e sem obedecer a um guião estético ou a um folclore de referências específico. Nesse sentido, Sócrates não “bate certo” com o guião cultural português (daí as acusações, como as de autoritarismo e arrogância, que não conseguem, a meu ver, acertar no alvo). Neste momento de crise (que obriga o PS a pensar os erros da deriva neo-liberal da terceira via e do centrão), de desgaste do governo, de acumulação de asneiras por muitos ministros; neste momento de criação de um clima de “derrota” (estabelecida pelos mecanismos retóricos e publicitários de uma comunicação social que em Portugal, ao contrário do resto da Europa, é estruturalmente conservadora); neste momento em que o PS pode (e deve) ver-se obrigado a pensar à esquerda e a pensar em diálogos com muitos cidadãos e cidadãs das várias esquerdas, é o momento de escolher por onde passa a linha divisória entre esquerda e direita. Pessoalmente não acredito que ela passe entre o PS e o Bloco. Acredito que ela passa entre o PSD e o PS. Não quero o regresso do PSD, muito menos do PSD personificado por Manuela Ferreira Leite ou Santana Lopes. Não concordo com várias das políticas deste governo PS que agora termina. Não vi, ainda, o Bloco sair da lógica do “quanto mais dificuldades e tensões sociais melhor”, que o leva a apostar mais no “correr por fora” do que a valorizar as ideias e modos de uma das suas correntes fundadores (a que pertenci), a Política XXI. Mas vejo pela primeira vez, no PS e sobretudo em Sócrates, sinais de um projecto de modernização para o país que se diferencia quer da tentação miserabilista da maior parte da direita, quer da tentação revolucionária da maior parte da esquerda. Justamente num dos piores momentos por que aquele partido passa, e sem qualquer intenção de aderir de novo, enquanto filiado, a um partido, votarei pela primeira vez na vida no PS.

Miguel Vale de Almeida

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A transparência segundo Cavaco Silva

"(...)Mas já que Cavaco Silva fala de transparência nos negócios é bom recordar que o seu negócio de acções da SLN é um péssimo exemplo de transparência nos negócios privados de um político, o argumento de que não estava no activo não pega, o célebre artigo em que designou Santana Lopes por “má moeda” é a prova de envolvimento activo na política. É também um péssimo exemplo de transparência nos negócios de um banco, Cavaco ganhou muito dinheiro ao confiar as suas poupanças a um banco gerido pelos seus antigos subordinados, poupanças que serviram para comprar e vender acções da empresa dona desse banco, acções que não estavam cotadas pela bolsa e cujo valor foi arbitrariamente fixadas por um burlão que está preso e sobre o qual recaem suspeitas de fraude de valor superior a mil milhões. Mas nesta república das bananas parece ter-se abandonado o mais elementar princípio republicano, o de que todos os cidadãos são igual perante a lei, tratamos o Presidente da República como se fosse um Rei-Sol.

Se tivesse sido Sócrates a fazer este negócio ficaria sob suspeita, seriam analisados os negócios com acções de todos os seus familiares, até ao quinto grau de parentesco. Mas como foi Cavaco Silva e a filha a fazerem um negócio de lucro fácil e altamente lucrativo (que bom seria se todos os portugueses tivessem podido duplicar as suas poupanças num ano) não mereceu grandes críticas, bastou a Presidente fazer um “choradinho” público para o assunto ficar encerrado. Nos Estados Unidos um presidente pode ser posto em causa, mas nesta democracia de pacotilha o Presidente está acima de tudo, não pode ser questionado, como se a democracia dependesse do seu bem-estar. Em qualquer país com uma democracia a sério em vez de estar a falar da transparência nos negócios da PT, Cavaco Silva estaria a enfrentar um processo de demissão compulsiva na sequência do seu negócio estranho e altamente lucrativo com acções da SLN.

Para Cavaco Silva transparência é afirmar publicamente a inocência de Dias Loureiro, um dos ex-homens fortes do BP e, usando a mesma via, lançar insinuações sobre a PT e, pelo menos de forma indirecta , lançar insinuações sobre actuação do primeiro-ministro. Para Cavaco Silva a amizade pessoal parece ser mais importante para o país do que a lealdade institucional."

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Cavaco Silva

"Não me recordo de Cavaco Silva ter ficado incomodado quando era primeiro-ministro e entregou um canal de televisão ao número um do seu partido e seu antecessor no cargo e outro à Igreja. Com o controlo que exercia na RTP1, onde estava precisamente José Eduardo Moniz, Cavaco passou a contar com a militância noticiosa de todos os canais de televisão, isso sim, era a preocupação de Cavaco Silva com as regras da democracia.

Também não me recordo de ter ouvido Cavaco imiscuir-se em negócios privados, nem mesmo quando o BPA foi privatizado de forma muito estranha, para não referir milhentos negócios duvidosos a começar pelo BPN dos seus velhos amigos.

Também não ouvi Cavaco manifestar qualquer preocupação com o jornalismo praticado pela TVI apesar da condenação generalizada e das violações primárias aos mais elementares valores e princípios do jornalismo.

Mas bastou Manuela Ferreira Leite espirrar num dia para que no dia seguinte Cavaco Silva aparecesse cheio de tosse, nem se deu ao trabalho de dissimular a fonte do contágio. Se alguém tinha dúvidas de que Cavaco Silva abandonou a camisola de Presidente para vestir a de um qualquer J do PSD pode deixar de as ter. Há muito que Belém era uma fonte de crise política, agora evoluiu de forma clara para o envolvimento no processo político.

Mas pode ser que Cavaco Silva tenha azar e os portugueses não lhe satisfaçam o desejo de acumular o cargo de Presidente com o de primeiro-ministro, algo que sempre ambicionou. E se isso suceder Cavaco corre um sério risco de voltar a Boliqueime mais depressa do que espera.

Resta-me fazer uma sugestão a Cavaco Silva: que vá perguntar ao Moniz se este não estará interessado em ser despedido e receber três milhões de euros. Eu diria mesmo que o director da TVI tem feito tudo para isso. Aliás, é ridículo vir com estas intervenções quando há apenas uma semana Moniz pôs a hipótese de deixar a TVI e ir para o Benfica. Terá sido Sócrates a pressionar a candidatura?

É muito grave que um Presidente da República use uma empresa privada para lançar suspeitas em público sobre o primeiro-ministro. É o bater no fundo de Cavaco Silva enquanto Presidente da República."


O Jumento

terça-feira, 23 de junho de 2009

Estatutos do PS - Leitura recomendada a alguns iluminados

Artigo 14º
(Dos direitos)

1. São direitos dos militantes do Partido Socialista:

a. Participar nas actividades do Partido;

b. Eleger e ser eleito para os órgãos do Partido e exercer em geral o direito de voto;

(...)

Artigo 33º

(Da Assembleia Geral)

A Assembleia Geral, constituída por todos os membros inscritos na secção de residência ou de acção sectorial, é o órgão deliberativo das estruturas de base, competindo-lhe o exercício das competências genericamente definidas no artigo 30º, e em especial:

(...)

c. No caso das secções de residência, aprovar as candidaturas do PS às respectivas Assembleias de Freguesia;

Artigo 41º
(Da competência da Comissão Política Concelhia)

Compete em especial à CPC:

(...)

d. Aprovar, nos termos do artigo 91º, as listas de candidatos aos órgãos autárquicos do respectivo concelho;

(...)

CAPÍTULO VI
DOS CARGOS POLÍTICOS

Artigo 91º
(Da designação para cargos políticos)

1. A designação para cargos políticos compete:

a. À Assembleia Geral da secção de residência, relativamente aos candidatos às assembleias de freguesia;

b. À Comissão Política Concelhia, quando se trate de cargos de âmbito concelhio ou relativamente às freguesias, às quais não corresponde secção de residência;

(...)

2. Quando a Comissão Política Concelhia da respectiva área declarar, em resolução fundamentada, aprovada por maioria de 2/3 dos membros presentes, de importância concelhia a designação para os cargos a que se refere a alínea a) do número anterior, podem tais designações, no todo ou em parte, ser por ela avocadas para deliberação ou ratificação.

3. Quando a C
omissão Política de Federação da respectiva área declarar, em resolução fundamentada, aprovada por maioria de 2/3 dos membros presentes, de importância distrital ou regional a designação para os cargos a que se referem as alínea b) do número anterior, podem tais designações, no todo ou em parte, ser por ela avocadas para deliberação ou ratificação.

(...)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dada a consonância de posições entre os quatro partidos da actual oposição, PCP, Bloco, PSD e CDS irão juntos formar o próximo governo de Portugal

Portugal vai finalmente entrar nos eixos. Acabaram-se as malfeitorias de Sócrates e iremos voltar a ter calma e tranquilidade. Para começar, em resultado das eleições e tal como exigiu Paulo Rangel, o Governo não deve fazer mais nada. Deve parar totalmente a sua actividade, pelo menos, até final do ano. Parece-me bem.

Pode ser que entretanto a crise passe e lá para o Natal os portugueses acordem cheios de prendas na respectiva árvore. Se não for assim, logo se verá.

Nessa lógica, e dado o notável crescimento do Bloco, fica também desde já proibido qualquer despedimento, sendo que a empresa que o faça será imediatamente encerrada pela polícia.

Na mesma linha doutrinária bloquista, os desempregados deverão ser admitidos, compulsivamente, pelas empresas com grandes lucros, mesmo que não tenham nada para fazer ou sem aptidões. Esta medida irá diminuir drasticamente a taxa de desemprego e salvar a segurança social. As empresas que se recusarem a fazê-lo serão igualmente encerradas.

As pequenas e médias empresas, principalmente as falidas e obsoletas, serão altamente financiadas pelo Estado. Pouco importando se o dinheiro vai para a modernização ou para comprar BMW's. Todos os economistas do PSD, PCP, Bloco e CDS garantem que é assim que se estimula a economia.

Serão distribuídos avultados subsídios aos pescadores, os quais poderão doravante pescar tudo o que quiserem sem qualquer restrição. Quando o peixe acabar logo se vê. A agricultura será também totalmente subsidiada protegendo-se assim os produtos nacionais, mesmo os de baixa qualidade ou sem consumidores. Esta medida será acompanhada da proibição da venda de produtos agrícolas e piscícolas oriundos de outros países.

Considerando também a expressiva votação nos partidos contra a Europa - Bloco, PCP e CDS -, e dada a pouca convicção do PSD actual sobre o assunto, deverá dar-se início às negociações para abandonarmos a Comunidade Europeia. Portugal ganhará deste modo a plena soberania, o que, entre tanta coisa extraordinária, dará toda a legitimidade para se reclamar o importante território de Olivença que nos foi vilmente roubado pelos espanhóis.

Todos os programas "na hora" e de desburocratização serão abandonados para se regressar às velhas e serenas rotinas. Pedir uma qualquer certidão terá forçosamente que demorar no mínimo três meses.

Os professores deixarão de ser avaliados. A progressão na carreira voltará a ser rigorosamente automática não distinguindo, sob nenhuma forma, a prestação individual que será sempre excelente. De forma a repor a autoridade dos docentes na sala de aula voltarão as reguadas.

Medida urgente será a apreensão de todos os computadores Magalhães e, em vez deles, distribuídos lápis e borrachas, o que muito estimulará estas importantes indústrias. A Internet será fortemente censurada e só poderá ser usada entre as 16 e as 18 horas aos sábados, sob estrito controlo parental, já que aos domingos as televisões passarão todo o dia futebol.

A ASAE será extinta.

Todos os projectos, como o TGV e o aeroporto, serão cancelados. Não será construído nem mais um centímetro de estradas. Isto trará de volta o famoso "orgulhosamente sós" de tão boa memória para muitos portugueses. As corridas com touros de morte serão legalizadas em todo o território nacional. Esta medida terá um enorme impacto no crescimento do turismo, atraindo bárbaros de todo o mundo para Portugal.

Os polícias terão ordem para disparar à vontade, bater nos presos e forjar provas, desde que garantam condenações. Será encomendado um estudo, ao grupo parlamentar do CDS, para reintrodução da pena de morte em Portugal.

Marinho Pinto será imediatamente destituído. Será também terminantemente proibida qualquer crítica às decisões de juízes e magistrados, considerando-se uma forma de pressão intolerável e fortemente punível, tudo o que não seja vénia e subserviência. Todos os estrangeiros serão expulsos do País, repondo-se deste modo a pureza da raça latina.

Só serão permitidos casais de um homem e uma mulher, os quais tendo em vista a doutrina desenvolvida por Manuela Ferreira Leite, terão obrigatoriamente que procriar. Também nesta linha de promoção da ordem na família os maridos poderão voltar a bater nas mulheres.

Por fim dada a consonância de posições entre os quatro partidos da actual oposição, PCP, Bloco, PSD e CDS irão juntos formar o próximo governo de Portugal. Assim temos futuro.



Jornal de Negócios

12 de Junho 2009, elevação da Povoação de Guifões a Vila.





quarta-feira, 3 de junho de 2009

As minhas dúvidas sobre o caso BPN

A forma como foi tratada a notícia da compra e venda de acções do BPN pela família de Cavaco Silva foi muito bondosa, tratou-se de uma operação financeira corrente num banco absolutamente normal. Mas se em vez de Cavaco Silva e filha os intervenientes tivessem sido José Sócrates e um dos seus primos não é difícil de adivinhar que os jornalistas teriam feito muitas perguntas.

Teriam perguntado, por exemplo, em que circunstâncias oram compradas, teriam conferido a transferência e comparado o valor dessas acções com o de outras que tenham sido transaccionadas na mesma ocasião, teriam questionado quem as vendeu. De igual forma teriam questionado quais as cotações das acções no momento da venda e ter-se-iam interrogado sobre o porquê de a família optar por as vender em simultâneo. É óbvio que a Cavaco Silva e familiares aplica-se a presunção da inocência, aliás, este princípios parece ser tão forte em função do cargo ocupado por Cavaco Silva que até os amigos membros do Conselho de Estado parecem beneficiar do mesmo estatuto, ainda que o negócio tenha sido feito quando Cavaco era um mero cidadão. Já em relação a Sócrates aplica-se o princípio da culpa e pouco importa o seu estatuto aquando dos actos, até porque em relação ao primeiro-ministro o carácter é uma coisa muito importante ara personalidades como, por exemplo, Pacheco Pereira que vê em tudo falhas de carácter.

Mas já que a bem da República não devemos questionar os negócios da família Silva, não deixaria de ser interessante saber quantos outros militantes, simpatizantes e altos dirigentes do PSD fizeram negócio com acções do BPN, gostaria de saber quantos compraram acções do BPN, quantos as mantiveram, quantos as venderam, como as venderam, a quem venderam e em que momento fizeram o negócio.

Gostaria de saber também quantas personalidades ligadas à política portuguesa obtiveram financiamento no BPN para lançarem ou financiarem os seus negócios ou, mais simplesmente, para comprar casa ou carro. Que taxas de juro foram aplicadas a esses empréstimos, que garantias lhes foram exigidas e demais condições dos empréstimos.

A verdade é que o buraco é de muitos milhões de euros, é a maior fraude na história de Portugal, demasiado grande para que nos tentem convencer de que o malandro foi Oliveira e Costa e todos os outros, incluindo os que beneficiaram do mesmo buraco, foram enganados pelo manhoso presidente do BPN. Até porque quando Miguel Cadilhe saiu da presidência do BPN dizia que resolvia os problemas se o Estado lhe adiantasse 600 milhões de euros, isto é, uma diferença em relação ao buraco actual de mais de mil milhões de euros.

Esse dinheiro não se esfumou e o negócio de Porto Rico só deu um buraco de vinte milhões de euros, há muito mais dinheiro por explicar e por mais que me tentem convencer Oliveira e Costa não pode ter sido o único beneficiário. Seria acreditar que todos os que meteram dinheiro no BPN ou se envolveram nos negócios do banco e da SLN são gente ingénua. Ora, não tenho por ingénuas personalidades como Dias Loureiro e Joaquim Coimbra, homens de sucesso com uma carreira empresarial em que a palavra prejuízo não existe.

Porque será que transpira tão pouco no caso BPN, porque será que este é um dos poucos processos em que se respeitou o segredo de justiça, porque será que quase não há arguidos, porque será que as buscas são escassas, porque será que os jornalistas andam tão descuidados? Eu gostaria de saber mais coisas sobre o caso BPN, até porque enquanto contribuinte estou a contribuir para gatunos que parecem estar a ser protegidos.

O Jumento

domingo, 31 de maio de 2009

Movimento pela igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

To: todas e todos

A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.
Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.
Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias - e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as - o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.
O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.

Assine esta petição

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vital Moreira agredido e insultado em manifestação da CGTP

Os dirigentes da CGTP, são os principais culpados por esta barbara agressão. Depois de alguns dos seus sindicalistas de serviço, andarem pelo país a fazer marcação serrada e a insultar o PM, isto já não me deveria surpreender.
Eles transformaram-se nos donos de Abril e Maio, graças a Novembro não ficaram proprietários vitalícios do País.
Não esqueço as manifestações à porta da sede nacional do PS, tentando condicionar os participantes numa reunião partidária. O DESRESPEITO PELA LIBERDADE DE OPINIÃO ESTÁ-LHES NO CÓDIGO GENÉTICO.



Adenda I: Carvalho da Silva, já pediu desculpas públicas, pela barbara agressão, ou o seu controleiro do PCP/CC, a isso não o autoriza?

Adenda II: São 20H00, e os controleiros do PCP, ainda não autorizaram que Carvalho da Silva, pedisse desculpas em nome da CGTP.
Como me disse uma amiga, estes são aqueles que se fossem poder, nos fariam trabalhar o dobro das horas, por metade do preço e sem direitos. Vejam a China!

A seguir.

sábado, 25 de abril de 2009

Abril não tem dono.



Se para os “donos” da revolução nem todos devem desfilar na Avenida da Liberdade, como escreveu Manuel Alegre:

“





O 25 de Abril é incompatível com um pensamento único, também o é com qualquer tentativa de privatização ou apropriação exclusivista. É inútil reescrever a História ao sabor das conveniências tácticas do momento ou de meras jogadas pessoais. O PS não entra nesse jogo. Por uma questão de princípio. Porque não precisa. E porque nas horas decisivas, com Mário Soares à frente, esteve sempre onde era preciso estar.

Por isso não celebramos este dia nem com o nosso emblema nem com as nossas cores partidárias. Celebramo-lo com cravos vermelhos e com as cores nacionais.”

Viva o 25 de Abril

Viva Portugal

terça-feira, 21 de abril de 2009

Quem se mete com as ordens, leva

"Nos últimos tempos, um dos momentos altos do “jornalismo” de “investigação” foi quando, logo pela manhã, o Correio da Manhã publicou uma notícia sobre a compra de uma casa pela mãe de Sócrates, para, depois, à noite, o noticiário da SIC compôr a notícia, acrescentando mais qualquer coisa. Na altura achei uma estranha coincidência. A menos que dois jornalistas se tivessem lembrado de ir ao encalço de uma notícia semelhante e lhes tivesse ocorrido torná-la pública no mesmo dia, havia qualquer coisa que não batia certo. Era um Sábado, os notários deveriam estar fechados, pelo que dificilmente um jornalista da SIC poderia “investigar” a deixa do colega do CM. Hoje, o Público revela-nos como foi feita a investigação: “a Ordem dos Notários (ON) enviou no início do ano uma mensagem de correio electrónico aos profissionais responsáveis pelos mais de 400 cartórios notariais do país a pedir informações sobre as escrituras públicas em que intervieram o primeiro-ministro, José Sócrates, e a sua mãe”.
Não há grande volta a dar. Trata-se da Ordem que representa uma classe profissional que detinha um monopólio e que deixou de o deter. Aliás, a Senhora Bastonária não esconde ao que vem: “as pessoas não se podem esquecer que os notários possuem arquivos públicos e o primeiro-ministro é um cidadão como outro qualquer. A partir de agora, com a possibilidade de os advogados fazerem muitos actos que antes exigiam escritura pública por documento particular autenticado, os papéis não vão estar tão acessíveis. É que os arquivos dos senhores advogados não são públicos". Moral da história: metam-se com as ordens e já sabem, levam. Para pressões, não estamos mal."

Léxico Familiar

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Apelo para salvar mulher síria de tortura

Uma viúva síria de 75 anos, Khamisa Mohammed Sawadi, residente na Arábia Saudita, foi condenada a 40 chibatadas e a quatro meses de prisão por ter sido encontrada em casa com dois homens que não são seus familiares directos.

Com Khamisa foram, igualmente, condenados a penas semelhantes os dois jovens, Fahad e Hadyan.

A detenção ocorreu em Abril do ano passado e foi feita pela polícia religiosa. Os dois jovens de 24 anos alegam que apenas foram levar pão à idosa.

Até ao próximo dia 22 de Abril, a Amnistia Internacional promove uma campanha para libertar Khamisa, Fahad e Hadyan. Como forma de protesto, a organização pede que seja enviada uma carta para o rei da Arábia Saudita com cópia para o embaixador do país em Portugal.

Como participar no protesto

His Majesty King 'Abdullah Bin 'Abdul 'Aziz Al-Saud

The Custodian of the Two Holy Mosques Office of His Majesty the King Royal Court

Riyadh

Kingdom of Saudi Arabia

Fax: 0011 966 1 403 1185 (via o Ministro do Interior)


Your Majesty,

I am writing to express my concerns regarding the future of Khamisa Mohammed Sawadi, Fahad and Hadyan, convicted in your country to flogging and imprisonment on charges I believe to be inconsistent with international human rights standards.

I wish to urge the authorities not to carry out the sentences of flogging, and would like to take this opportunity to remind Your Majesty that Saudi Arabia is a state party to the Convention Against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment, according to which this punishment is clearly inconsistent.

Therefore, I call on the authorities to bring Saudi Arabian laws and practices in line with international laws and standards against torture, flogging and arbitrary imprisonment, by suspending these procedures at once and further and thoroughly investigating the cases.

Yours sincerely,


Nome

Cidade:

País:


Para enviar cópia do apelo para o Embaixador da Arábia Saudita em Portugal

Morada:

Embaixada da Arábia Saudita em Portugal

Sua Excelência Sr. Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário Hisham Al- Qahtani

Av. do Restelo, 42 1400-315 Lisboa

Fax: 213 014 209

domingo, 29 de março de 2009

Momento Octávio Machado

Vi na SIC, um senhor recentemente eleito para a Presidência do SMMP, denunciar "pressões" que os magistrados estariam a receber, especialmente no caso "Freeport", mas sem as concretiza. Seria de esperar mais dos senhores Magistrados da Republica, do que estados de alma ao bom estilo Octávio Machado. Se conhece pressões, ilegítimas, diga quem as faz, denuncie e PROVE a denúncia.

Não deixa de ser curioso, que ninguém comente a humilhante derrota do MP no Marco de Canaveses, no caso de Avelino Ferreira Torres. Sobre isso o que dirá o senhor Presidente do SMMP.

quarta-feira, 25 de março de 2009

As vestais que acham que a opção Ota foi substituída por Alcochete por razões meramente logísticas, podem limpar as mãos à parede

ELEMENTAR


À medida que as audições parlamentares ao caso BPN se sucedem, vai-se conhecendo melhor a extensão dos “interesses”. Ontem, por exemplo, ficou a saber-se que entre Agosto e Dezembro de 2007 decorreram as negociações que levaram à compra de quatro mil hectares da herdade de Rio Frio, junto ao Campo de Tiro de Alcochete. Quem emprestou os 87 milhões de euros necessários ao negócio foi o Millennium BCP, mas o BPN emprestou mais 180 milhões a um dos co-proprietários dos terrenos. A transacção efectuou-se dias antes do anúncio oficial da localização do novo aeroporto de Lisboa. Sobre quem passou a informação de que seria ali, exactamente ali, que seria construído o novo aeroporto, ainda não há certezas, mas o círculo está identificado. As vestais que acham que a opção Ota foi substituída por Alcochete por razões meramente logísticas, podem limpar as mãos à parede. (Lembram-se do famoso estudo de viabilização, feito em tempo recorde e pago por gente que não quis ser identificada?) Isso já era óbvio no calor das discussões, quando, como num passe de mágica, metade do país virou expert em construção de aeroportos. Mas agora sabemos quem lucra com o negócio. Aos poucos, a narrativa do BPN vai explicando o estado a que isto chegou.
Eduardo Pitta

terça-feira, 10 de março de 2009

Boas práticas democraticas.

O PCP expulsou Luísa Mesquita e outros e o BE dispensou a Joana Amaral Dias. No PS, podemos discordar e esticar a corda até ao limite, mas Manuel Alegre será do PS, enquanto quiser cá estar. Quanto ao mais, não tenho tempo para aturar birras de prima-donas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Matosinhos está de luto

O primeiro presidente da Câmara de Matosinhos após o 25 de Abril, Mário Moreira Maia, faleceu hoje. Á família, o secretariado da secção de Guifões do PS, endereça sentidos pêsames.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Recandidatura de Carmim Cabo, aprovada pela Assembleia de Militantes de Guifões.



















Apresentação do Candidato pelo Coordenador do Secretariado;

Caras e Caros Camaradas,

Começo a minha intervenção com uma palavra de reconhecimento e agradecimento pelo trabalho que durante estes anos, o nosso camarada Carmim Alves do Cabo, realizou à frente dos destinos da Junta de Freguesia, representando com elevada dignidade todos os Guifonenses, sem excepção de cor politica.
Uma vez mais honramos os nossos valores. Temos orgulho no nosso passado e na memória por tudo aquilo que já se fez. Não foi tarefa fácil, para o Carmim, substituir um grande presidente de Junta e estou a referir-me como já entenderam ao nosso camarada João Santos. Mas o Camim, esteve à altura dos desafios que o cargo lhe colocou. Até neste aspecto, o Partido Socialista em Guifões deve estar orgulhoso, pois fizemos uma transição pacifica, que muito nos honra.
Venho a esta Assembleia, em nome do Secretariado Partido Socialista de Guifões, apresentar para ratificação da recandidatura a Presidente da Junta de Freguesia, do nosso Camarada Carmim Cabo. É para nós um acto reafirmação de coerência e de credibilidade politica.
Apresentamos a candidatura do Carmim Cabo, com a coerência de quem conhece profundamente os dilemas e desafios a que uma vez mais vamos ser chamados.
Com a credibilidade de quem liderou esta freguesia, com propostas concretas, que sempre se identificaram com as necessidades de Guifões, e com um rumo claro e ambicioso para o futuro.
O Partido Socialista, tem a experiência acumulada ao longo de vários anos de governo desta Freguesia. Mantemos vivo um espírito irreverente de que é possível fazer melhor e de que somos capazes de fazer melhor. Nunca deveremos perder o sentido de inovação e vontade de intervenção.
Temos um cabeça de lista forte, que traz a experiência dos vários anos dedicados a esta Freguesia.
O Secretariado do Partido Socialista, que represento, conta com todos os militantes socialistas, porque é chegada a hora de nos unirmos em torno do nosso Camarada Carmim Cabo.

Conto convosco para esta batalha.

Carlos Alberto
Secretario Coordenador

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sobre o voto presencial do emigrantes, o PSD tem memória curta.

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei Orgânica n.o 1/2005
de 5 de Janeiro
Terceira alteração à Lei Eleitoral para o Parlamento Europeu
A Assembleia da República decreta, nos termos da
alínea c) do artigo 161.o da Constituição, a lei orgânica
seguinte:
Artigo único
O artigo 3.o da Lei n.o 14/87, de 29 de Abril, com
as alterações introduzidas pela Lei n.o 4/94, de 9 de
Março, e pela Lei Orgânica n.o 1/99, de 22 de Junho,
passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 3.o
[. . .]
1— . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) Os cidadãos portugueses inscritos no recenseamento
eleitoral português, residentes fora do
território nacional, que não optem por votar
em outro Estado membro da União Europeia;
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — Os cidadãos referidos na alínea b) do número
anterior exercem o direito de voto directa e presencialmente,
sem prejuízo do disposto na lei em relação
ao voto antecipado e ao voto dos deficientes.»
Aprovada em 18 de Novembro de 2004.
O Presidente da Assembleia da República, João
Bosco Mota Amaral.
Promulgada em 16 de Dezembro de 2004.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 22 de Dezembro de 2004.
O Primeiro-Ministro, Pedro Miguel de Santana Lopes.

DR

Ou seja;
Nas eleições para a presidência da República, o voto dos emigrantes é presencial.
Nas eleições para o Parlamento Europeu, o voto dos emigrantes é presencial.
Nas eleições para a Assembleia da República, vale tudo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Assunto de Estado? Género bolo-rei?

O caso Freeport "assunto de Estado"? De qual Estado? Do estado a que isto chegou? Do estado dos agentes da Justiça serem incapazes de acelerarem qualquer processo e terem desculpa para tudo, adorando aparecer nos media para palramentos inúteis em vez de tomarem decisões? Do estado a que chegou o segredo de justiça torpeado de qualquer maneira, certamente por gente que está colocada no circuito? E não se faz nada para mudar as coisas? O caso Freeport assunto de Estado, senhor Presidente? Género bolo-rei?

António Garcia Barreto

Pagaremos isto muito caro, mais tarde ou mais cedo.

(...)A pornográfica indiferença do sistema judicial face à violação do segredo de justiça ( um termo puxa o outro) é tão subversiva da democracia como um motim dos neonazis ou dos fascistas da esquerda radical. Essa indiferença é violenta e respira um certo jacobinismo - podemos mudar tudo isto através da acção política. Neste caso, da política da justiça. Pagaremos isto muito caro, mais tarde ou mais cedo."

FNV

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A minha intervenção na CPC de Matosinhos de 21.01.09

Inicio a minha intervenção por vos dar anota de que o secretariado de Guifões, na sua última reunião, aprovou o nome do Carmim Cabo, para encabeçar a lista do PS às próximas eleições autárquicas e que vamos pedir à Assembleia Geral de Militantes, que se irá realizar em 5 de Fevereiro próximo, que aprove não só o nome mas também que nos dê, ao candidato e secretariado, um voto de confiança, para encetar-mos os contactos necessários, com militantes e cidadãos independentes, tendo em vista a elaboração da lista do PS à Assembleia de Freguesia.
Camaradas, durante estas duas últimas semanas, efectuei contactos com alguns secretários coordenadores, para conhecer a sua opinião sobre a possibilidade de se realizar um encontro de coordenadores a nível concelhio, e não só. Esse encontro, teria uma agenda aberta mas que se queria centrada na vida interna do partido e especialmente nas próximas eleições autárquicas e legislativas.
Tínhamos a intenção de fazer uma iniciativa que mostrasse à sociedade Matosinhense que o partido não está parado, que discute, tem capacidade e iniciativa politica.
Apesar dessa iniciativa estar marcada para esta semana, com a convocatória desta CPC para hoje, e havendo apenas uma diferença de 2 dias entre as duas reuniões, entendemos adiar a sua realização para data mais oportuna.
Para aqueles que manifestaram legítimos receios sobre o encontro, digo-lhes que podem ficar tranquilos e sossegados, porque não nos queremos substituir àqueles que são os protagonistas políticos do partido a nível concelhio.
Camaradas, o partido tem de fazer politica. Tem de discutir internamente e tornar pública as suas posições sobre os assuntos que embora sendo controversos, estão na ordem do dia no Concelho e no Distrito.
Dou-vos os seguintes exemplos :

Apesar deste se ter realizado no concelho, o partido em Matosinhos não protagonizou nenhum tipo de iniciativa relevante nesse congresso. Registo com agrado, no entanto, a capacidade de levar para a CPP da F.D. Porto, um substancial número de militantes do partido de Matosinhos. Pena que para esse órgão, não se tenham lembrado da secção de Guifões. Com um pouco de paciência garanto-vos que entre os 100 militantes que esta secção tem, talvez fosse encontrado pelo menos um elemento á altura de tal organismo político da Federação. Muito se fala em mudança e renovação, mas continua tudo como dantes. Infelizmente acabamos por fazer recair as nossas escolhas sobre os mesmos de sempre.

Já discutimos enquanto principal estrutura politica partidária a gestão autónoma do Aeroporto de Pedras Rubras?
Não!
Tanto quanto eu sei há bem pouco tempo o camarada Guilherme Pinto, participou num programa de tv da Porto Canal, com o Sr. Rui Moreira, onde o assunto foi abordado. Propositadamente não vi o programa, porque me recuso a conhecer o que pensa o Presidente da CPC do PS de Matosinhos sobre este assunto através de um canal de televisão. É no partido, internamente, trazendo para isso técnicos e especialistas se necessário for, que terá de se discutir, reflectir e tomar pública a nossa posição sobre o assunto.

E sobre as SCUTS?
Nada!
Lá vamos conhecendo posições públicas de algumas secções, mas a CPC ainda não tomou posição oficial sobre o problema.
È um assunto incomodo para muita gente?
É!
Principalmente tendo em vista as posições públicas do Ministro Mário Lino, que até considero um excelente ministro, mas a quem faz imensa falta um bom assessor de comunicação e imagem.

E sobre o Metro do Porto?
Além da recentes polémicas, envolvendo o dr. Rui Rio e o PS no Porto, existe no concelho a questão do Metro em Leça da Palmeira. Quando iremos tomar uma posição de claro apoio aos camaradas de Leça da Palmeira sobre a questão do Metro? Vamos alhearmo-nos da discussão, deixando campo aberto aos nossos adversários.
Será que a ida do Metro a Leça deve ser realizada, prolongado a linha que vem do Norte, a linha do Aeroporto, ou pelo Sul, prolongando a Linha que tem termo no Senhor de Matosinhos. Ou melhor ainda, porque não ligar a linha do Aeroporto à linha do Sr. de Matosinhos, passando esta por Leça da Palmeira.
São exemplos, de assuntos importantes a nível concelhio e distrital, dos quais o partido não pode ficar à margem da discussão e reflexão, alargando-a à sociedade, mas que até á data parece que se decidiu nada decidir. Parece que com estes assuntos pela sua complexidade e importância, nós pobre militantes de base com eles não nos devemos preocupar, porque são matérias próprias de elites de pensadores e de decisores políticos muito mais importantes, que qualquer um de nós

Outra das minhas preocupações centrais está no facto de o partido em Matosinhos dever, como até à data, estar na vanguarda de politicas de combate às desigualdades, geradoras da miséria e da infelicidade de uma boa parte dos portugueses.
Neste ano de 2009 que não augura nada de bom em termos económicos, deve a CM de Matosinhos, ter uma politica de solidariedade social mais centrado nas camadas da sociedade que mais sofrem os efeitos da crise que ai está.
Não se trata de fazer caridadezinha, nem de embarcar em megalomanias próprias dos evangelistas da rádio e tv por cabo. Esses tele-evangelistas com o seu discurso paternalista a roçar a mais abjecta das demagogias não estão nada importados com os pobres. Andam atrás do dizimo, o que no caso de Matosinhos andam na caça ao voto.
Para além de tudo o que já fez e faz que é muito, devemos concretizar ainda mais medidas de auxílio aos mais necessitados, nomeadamente dar mais atenção e apoio, aos reformados e ás crianças.

Para os reformados com baixos rendimentos, todo o apoio que possamos vir a acrescentar, corresponde á diferença entre levar da farmácia o medicamento para o qual muitas vezes não há dinheiro, ou poder comprar a alimentação do dia.

Esse apoio deveria passar pelas seguintes medidas:

Para os reformados com reformas extremamente baixas:
Aproveitar a rede de cantinas das escolas do ensino básico e das IPSS do Concelho para fornecer pelo menos uma refeição diária, em cada uma das freguesias, a todos os idosos que não têm uma reforma condigna para viver, e estou a falar de reformas de 250, 300 e 350 euros.
Nas casas, propriedade do município, dispensar de pagamento de renda, todos os reformados tenham um rendimento per-cápita inferior a 80% do salário mínimo.
O município deveria ficar com o encargo da Taxa de Disponibilidade e isentar das outras taxas municipais, que estão espelhadas nos recibos de água, até porque a Taxa de disponibilidade continua a ser cobrada de forma ilegal pela INDÁQUA-Matosinhos, contrariando a lei 12/08, de autoria vejam lá do líder da FD Porto Renato Sampaio.

Para as crianças:

Nos próximos 2 anos o município deveria suportar na totalidade o encargo com a alimentação de todas, repito todas, as crianças do ensino básico público, independentemente do rendimento famíliar.
Fornecer gratuitamente os manuais do ensino básico, a todos os alunos do concelho que frequentam a escola pública.
E por último, atribuir um cheque compras em estabelecimentos comerciais do concelho, no valor entre 100 a 200€ a todas as crianças que nasçam este ano, e os pais residam no Concelho. Seria um pequeno auxílio aos jovens casais e uma ajuda ao comércio de Matosinhos

São pequenas medidas, cujo impacto financeiro nas contas do município, reconheço pode ser considerável, mas que neste período difícil da vida dos portugueses, urge considerar.
Camaradas, dentro do que for possível tenham um bom ano 2009 e sejam felizes.

PS Guifões

sábado, 6 de dezembro de 2008

Demita-se o Povo.

A maioria dos portugueses apoia a ministra da Educação e concorda com a avaliação dos professores, indica a sondagem Renascença/SIC/Expresso.